Perfis professorais

Numa notícia do correio do minho fala-se sobre a colocação de professores em museus ao abrigo de um protocolo entre os Ministérios da Educação e da Cultura para docentes com horários zero.
Numa altura em que se fala muito de mobilidades é de realçar que existiram muitos candidatos aos diferentes lugares mas que só uma professora foi aceite pois os outros não tinham o perfil pretendido. E note-se que a docente aceite não tinha o perfil considerado prioritário (ciências da natureza, história, história da arte) mas que acabou por ser seleccionada pois tinha experiência de animação de jovens por ter participado na animação de bibliotecas escolares ao nível da "hora do conto".
Passando por cima, com natural simpatia, por ver o trabalho nas bibliotecas escolares a ser considerado no mundo real, realçava a nota negativa para os professores pela falta de perfil no concurso. É que os docentes que se limitam a dar as suas aulas têm esquecido que passar 35 anos a repetir a mesma função, a evitar entrar em projectos, ou de se envolverem em actividades, estão a trabalhar na direcção errada. Um profissional do ensino deve evoluir em diversas áreas, enriquecendo o seu perfil. Até porque o futuro implicará mais mobilidade!