O novo DR

Depois de passar anos a reclamar por não ter acesso gratuito e em condições úteis (pesquisa, cópia e impressão) ao Diário da República, e depois das promessas do Simplex é altura de elogiar/festejar!
A 1 de Julho de 2006 (desculpem mas a semana passada estive em formação por isso isto é novidade actual para mim e não podia deixar de a destacar!) o "acesso universal e gratuito à edição electrónica do Diário da República é um serviço público, com possibilidade de impressão, arquivo e pesquisa dos actos publicados, sem restrições para o cidadão. "
Vejam como é bom poder fazer esta simples citação, sabendo que o link vai parar a um documento legal, que até se pode imprimir ou seleccionar o texto e copiar para outro documento:

O Decreto-Lei n.º 116-C/2006, de 16 de Junho, estabelece que o Diário da República passa a ser editado por via electrónica e disponibilizado como serviço público de acesso universal e gratuito.

Com a entrada do Simplex, o Diário da República foi reformulado, tendo sido reorganizada a I e II Séries e extinta a III Série. A I Série é reorganizada com fusão das partes A e B, e a II Série é dividida em dez partes, de acordo com as entidades emitentes, como resulta do Despacho Normativo n.º 38/2006, de 30 de Junho.
A Imprensa Nacional – Casa da Moeda, S. A., assegura, de forma permanente, o arquivo e a preservação electrónicas do Diário da República editado na Internet.
O formato papel não desaparece pois é, e muito bem, garantido o "depósito na Biblioteca Nacional e na Torre do Tombo de três exemplares de uma versão impressa devidamente autenticada das duas séries do Diário da República, preparadas para efeitos de arquivo público, bem como o depósito de um exemplar junto da Presidência da República, da Assembleia de República, da Presidência do Conselho de Ministros, dos Supremos Tribunais, do Tribunal Constitucional e Procuradoria-Geral da República".
Também fica a certeza de ter ganho mais uma prateleira na biblioteca (os livros encadernados dos DR mais antigos já estavam noutra sala... num espaço mais "barato").
Agora é só conseguir reverter a verba das assinaturas e das encadernações em verba para aquisições da biblioteca. Do mesmo modo dará para fazer novas encadernações de algumas obras importantes e que já estavam fora do circuito normal pelo estado de conservação, o que será um serviço mais rápido agora que a empresa de encadernações ficou com mais tempo livre!
Nota: ainda para rever está o serviço de informação por email... deviam colocar o link para o decreto tal como já existe na página web... é so enviarem o email em formato html!