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PNL Brasileiro

Não é só Portugal que está no início de um plano nacional para a leitura, sendo bom olhar para as experiências de Espanha e do Brasil, dois países "próximos".
No caso do Brasil, temos o PNLL ou
Plano Nacional do Livro e Leitura, instituído pelo governo federal (Ministérios da Cultura e da Educação) que se constitui em Política de Estado. Assume-se como um instrumento do Estado brasileiro, liderado pelo governo federal, para integrar os esforços da sociedade brasileira para fomentar a leitura (ver despacho de criação)
O Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) é formado por projectos, programas e outras acções de iniciativa dos vários níveis governamentais (nacional, estadual e municipal) mas igualmente do sector privado. Estas iniciativas estão agrupadas em 20 linhas de acção a partir de 4 eixos estratégicos (Democratização do Acesso; Formação e Estímulo à Leitura; Valorização da Leitura e Comunicação; Apoio à Economia do Livro) definidos no documento orientador "
Directrizes Básicas da Política Nacional do Livro, Leitura e Bibliotecas" para o período 2006/2022.
e um calendário de actividades e eventos, que apresenta uma programação anual com feiras de livros, seminários, simpósios, debates, palestras e outras actividades na área.

Objectivo:
Em três anos aumentar em 50% o índice de leitura.

O PNNL na escola
A nível escolar este plano é secundado pelo
Programa Nacional Biblioteca da Escola - PNBE 2006 que apresenta, uma lista de livros e apoio financeiro a bibliotecas escolares.
Ao todo, serão beneficiadas 46 700 escolas dos nove anos de ensino básico (ou fundamental, até à 8ª série) envolvendo aproximadamente 14 milhões de alunos.
Cada uma destas bibliotecas irá receber um conjunto de documentos para utilização em sala de aula. A distribuição será feita com base no número de alunos: 75 títulos para escolas até 150 alunos, 150 títulos para escolas de 151 a 300 estudantes e 225 títulos para escolas com mais de 300 alunos.
O PNNL e os agentes de leitura
Paralelamente foi criado o fundo Pró-Leitura para ajudar a financiar a formação de bibliotecários, professores e voluntários que actuam como agentes de multiplicação da leitura nos municípios brasileiros. Este fundo criado com recursos privados, mas terá um carácter público na medida em que as verbas são definidas por um conselho constituído por representantes do Estado, de organizações não-governamentais e de organismos internacionais como a Unesco, além dos próprios editores e livreiros. Claro que isto não aconteceu por simpatia, mas devido à decisão presidencial em acabar, a partir de 2004, com a cobrança de taxas e impostos sobre o livro no Brasil. Os editores assumiram ainda transferir essa desoneração fiscal para o leitor, no prazo de três anos, na forma da redução do preço do livro em 10%.
Verbas
O dinheiro é sempre uma questão básica, pelo que a nível formal foi instituído previamente o Fundo Nacional de Leitura - uma iniciativa do Congresso para institucionalizar a atribuição de recursos do estado para o financiamento de políticas públicas da área.
E como não há leitura sem escritores surgiu o Prémio Vivaleitura (uma iniciativa conjunta dos Ministérios da Educação e da Cultura e da Organização dos Estados Ibero-americanos para Educação, a Ciência e a Cultura - OEI) com grandes recursos financeiros.
A nível menos formal, e numa das iniciativas privadas do PNLL, surgiu um site (Concursos & Prêmios Literários) que reúne informações sobre as centenas de prémios e concursos literários em língua portuguesa no Brasil e no exterior (vale a pena uma visita e fica aqui um desafio, ao sucessor do IPLB, para a produção de um site semelhante destinado aos escritores portugueses).
Um plano bem desenhado: projectos, instituições, actividades, escolas, bibliotecários, professores, preços, livros, verbas e leitores, pois a leitura é uma questão nacional à escala mundial como o revelam os projectos em curso em outros países.

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