PRACE

E lá temos mais uma sigla para o léxico das conversas de café: Prace que passa a fazer companhia ao Simplex.
PRACE, é o Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado e foi apresentado no dia 30 de Março em mais um dia de reunião do governo em frente ao público. Pois é ... a casa de todos nós vai para mais uma arrumação/remodelação/emagrecimento (?) e agora são os institutos a sofrerem as consequências de cada governo poder fazer o que quer.
"Das 518 estruturas actualmente existentes, são extintas 246 e são criadas 60, reduzindo a Administração Central a 331 estruturas, menos 187 do que actualmente, tendo com o objectivo a qualidade dos serviços públicos, com ganhos de eficiência e racionalização dos recursos a eles afectos."

Não sei se ficaremos pior pois não se conhece o que aí virá mas tenho as minhas dúvidas por alguns que até trabalhavam bem pois as mudanças neste país costumam implicar desânimo em vez de novas motivações. Se calhar este seria um dos pontos a rever. No entanto estas iniciativas são como ter uma casa muito desarrumada: para ficar arrumada vai ser uma trabalheira e sempre que começamos por uma ponta ficamos com a ideia de que foi uma má opção e que deveríamos ter começado por outro lado. Contudo gostava de ver dito que isto é bom ou mau para o trabalhador Nacional, todos e não apenas alguns. Mas como se esqueceram de dizer que a mudança é boa para o cidadão nacional...!

E quanto à área de bibliotecas, o que temos?

Primeiro que tudo o menos importante mas merece destaque por ser o fim de um provincianismo, ou a entrada na ordem global: a biblioteca Nacional passa a designar-se Biblioteca Nacional de Portugal. Aplausos! Afinal bibliotecas nacionais há muitas. Só não digam para mudar a sigla da tabela CDU Portuguesa de BN para BNP que era uma revolução no mundo dos catalogadores! Mas pronto aqui o defeito foi de quem a designou assim no início e não conhecia mais nenhum país (não foram os únicos neste mundo... mas podiam ter evitado o erro). A piada é que ao mesmo tempo que rebaptizavam a BN o governo criou um "Arquivos Nacionais" ... daqui a uns anos logo mandam mudar o papel timbrado!
Depois mais a sério é o fim do IPLB como instituto passando a Direcção Geral do Livro e da Leitura, Os Arquivos Nacionais/Torre do Tombo ficam a ser apenas Arquivos Nacionais (que pena perder-se esta designação!)

As Macro estruturas aí estão. Agora seguem as micro estruturas, e aí é que os problemas vão surgir.

A consultar:

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CenForAz

Primeira MOSTRA CONCELHIA DE BIBLIOTECAS ESCOLARES e Segundo Seminário BECRE Janela Para o Mundo

Numa organização do Centro de Recursos do CenForAz vão decorrer estes dois eventos ligados às Bibliotecas Escolares. A Mostra decorrerá de 24 a 28 de Maio e integra o Seminário BECRE Janela Para o Mundo, a decorrer nos dias 25 e 26.

Visitem que, pelo que conheço da acção do centro e dos seus responsáveis, valerá a pena: http://crecursos.cenforaz.org/mos_sem/index.htm

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Simplex2006

Ouvir o primeiro ministro, durante a apresentação do Programa de Simplificação Administrativa e Legislativa para 2006, frisar alto e bom som que o Diário da República ia passar a estar disponível on-line, a ter valor legal, a ser mais fácil de aceder e gratuito, deixou-me a pensar que se não disse isto por causa de um artigo escrito neste blog ... (que ninguém diga que sou convencido) foi só porque era a coisa mais evidente que existia!

Como aceitar que fosse restrito o acesso à lei a que todos os cidadãos de um país estão obrigados? Como aceitar que se pudesse cobrar um taxa para conhecer a lei que nós pagamos a um conjunto de tecnocratas e políticos (sem qualquer remoque mas antes no sentido de função do Leviathan de Hobbes ou do Contrato Social de Rousseau) para que a elaborem - e já agora com qualidade?

E porque falo dos Diários da República? Porque eram as bibliotecas públicas(escolares e municipais) que faziam este trabalho de divulgação gratuita para o qual tinham de desviar parte do seu orçamento, verbas públicas frise-se mais uma vez, em assinaturas, encadernações e arquivo. Isto sim é o verdadeiro custo da burocracia mental que domina as instituições públicas. E nem era uma sistema perfeito pois os documentos não eram facilmente acessíveis, nomeadamente pelos princípios de encadernação e salvaguarda inerentes. O mundo de papel não vai acabar .. mas eram 3 milhões de euros e mais de 1 milhão de toneladas de papel por ano... e sem falar das capas!

Mas não bastará colocar o diário da república on-line ... é que actualmente já existem partes do diário da república que estão disponíveis on-line e quando vamos buscar um diploma ... recebemos 7 ou 8 no mesmo documento PDF. E já agora esperemos que os documentos PDF deixem de estar protegidos a sete chaves: actualmente não se pode copiar o texto para a memória ou efectuar uma simples impressão. Esta seria uma tarefa simples e possível de executar imediatamente.
Só não o será porque talvez ninguém tenha pensado nas razões que estiveram na base destas decisões. Calhou ser assim. Alguém vai tentar melhorar o sistema já amanhã ou vai precisar de um despacho assinado em triplicado e carimbado com selo branco. É que disponibilizar informação não é apenas mostrar, é torná-la realmente acessível a todos os tipos de cidadãos nas diferentes formas de utilização que lhes pretendam dar. É que ás vezes quando se quer ligar o simplificador liga-se o complicador e depois quem é que convence que só complicaram?

Será que um director de serviços vai ler este artigo (coff, coff)!?

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Pilhas de livros

«Os Hipermercados Continente e Modelo iniciam a 3ª edição do projecto "Pilhas de Livros", incentivando 15 mil escolas de todo o país a recolherem pilhas usadas, em troca de novos livros para as suas bibliotecas. Esta iniciativa mobilizou, em 2005, 680 mil crianças que recolheram 5 milhões de pilhas usadas.»
A iniciativa aplica-se a escolas 1, 2º e 3º ciclo, em categorias separadas, e termina a 15 Maio. Serão premiadas as 1.000 (mil) escolas que mais pilhões conseguirem juntar, proporcionalmente ao número total de alunos da escola.
As escolas premiadas receberão um conjunto de livros recomendados pela Rede de Bibliotecas Escolares, do Ministério da Educação.
Inscrições até 7 de Abril em http://www.escolasmodelocontinente.net/pilhas/

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Futuro do Unimarc

Realizou-se nos dias 20 e 21 de Março na Fundação Calouste Gulbenkian organizada pela Biblioteca Nacional no âmbito das actividades da IFLA a onferência "Unimarc & friends : charting the new Landscape of library standards".
Durante dia e meio foram apresentadas diversas comunicações (em inglês) sobre o futuro do Unimarc para um público internacional (com algumas dezenas de países representados). Estivemos mais num mundo de possibilidades do que de realidades
Não vou explicar aqui tudo - tivessem ido lá! - mas deixo algumas das palavras fortes do encontro:
FRBR, FRAR, FSRAR, GARR, RDA, XML, MarcXML, MarcXchange, MODS, METS, PREMIS, e uns novos irmãos para o ISBN e ISSN (ISRC, ISWC, ISAN, ISTC, ISPI, ISCI).
Mas se pensam que pela amostra de siglas e termos técnicos foi um encontro intragável estão enganados: as comunicações foram muito acessíveis (excepto a de um conferencista russo quer pelo seu inglês e à vontade em público quer pelo tema ser muito técnico). Aliás tivemos direito a uma agradável contextualização histórica naquilo que se pode tomar como uma verdadeira operação de marketing do Unimarc.

Algumas ideias ressaltaram das comunicações:

  • O Unimarc não está absolutamente condenado mas o mundo real implica uma ligação ao XML
  • É necessário trabalhar mais para as necessidades do utilizador do que para a simples troca de registos.
  • A descrição de recursos deve ser orientada para o ambiente digital (internet) de forma multinacional e independente de formatos
  • O trabalho ao nível das autoridades afigura-se como determinante e uma das áreas onde será necessário ligar-se ao mundo real (editores à cabeça)
  • A Fereberização (de FRBR ou Functional Requirements for Bibliographic Records e correspondentes requirimentos para as autoridades e assuntos) está em marcha: as ISBD que se "cuidem"!
  • O "mundo real" quer o XML para interoperabilidade
  • O ISO 2709 como nunca se quis tornar um formato standard tem os dias contados para "coisas" baseadas em XML
  • Não se pode substituir o Unimarc no mundo das bibliotecas, alterando toda uma estrutura de registos existentes. Só uma solução de evolução poderá permitir que o mundo real e as bibliotecas interajam.
  • É preciso trazer os editores para o mundo Unimarc, que se deve tornar mais aberto e com menos sabores locais.
  • As ISBD e o XML e outros amigos do Unimarc têm de caminhar para o "mesmo lado"

Como nota final .. o Unimarc Bibliográfico teve uma actualização em Novembro 2005 (ainda só disponível em Inglês) mas já está em revisão tendo o Comité Permanente do Unimarc da IFLA reunido no dia 22 à tarde na Biblioteca Nacional para iniciar mais um processo de revisão.

Mais tarde, com tempo e paciência, voltarei a estes temas aqui lançados, que há pano para mangas.

Sites úteis:

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Paginas A&B - 2

A Petição on-line à assinatura da revista Páginas a&b foi lançada no dia 6 de Fevereiro, contudo, o texto continha uma gralha que pode ter colocado a iniciativa em causa, pois o endereço de e-mail estava incorrecto. Assim sendo, o endereço correcto para proceder à assinatura é: gabinete_ab@hotmail.com
A notícia completa pode ser lida
aqui.

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Leitores e escritores

As sete etapas de uma paixão por um escritor

http://www.overduemedia.com

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Professores e Computadores

O Ministério da Educação, através da Equipa de Missão CRIE - Computadores, Redes e Internet na Escola e com o apoio do PRODEP, promove a "Iniciativa Escolas, Professores e Computadores Portáteis", cujo período de candidatura decorre de 1 a 31 de Março de 2006.
Será objecto desta iniciativa o apetrechamento das escolas com computadores portáteis (até 24), equipamentos de acesso sem-fios ("wireless") e equipamentos de projecção de vídeo de modo a apoiar o uso individual e profissional das TIC por parte dos professores.
E agora o que é que isto pode interessar às bibliotecas? Tenham atenção ao item"ponto de acesso sem fios"... e que tal uma biblioteca com Internet sem fios para os computadores que a escola vai receber e os alunos / professores já possuem? É tratar do concurso!
http://www.crie.min-edu.pt/portateis

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Finlandia

O nosso primeiro ministro quer importar o modelo finlandês. No caso das escolas é considerado o melhor. Ora e que tal conhecerem o que nos espera? Pronto... depois de lerem não vão acreditar, mas que é bonito, é!
Imaginem a escola modelo na Europa... é finlandesa... e entre outras mordomias... tem 10 computadores portáteis... para emprestar aos alunos quando estes se esquecem do seu portátil em casa (tipo calculadoras, "tão a ver o esquema"!). E que tal oferta de uma refeição quente por dia? É um dos pontos de honra do sistema!
E depois no final do ano os alunos ficaram em primeiro lugar no teste de PISA em proficiência em leitura, matemática e ciências. Não se percebe bem como mas, nas resoluções de problemas ficaram atrás da Coreia do Sul, num modesto 2º lugar.
A Finlândia é já ali ao lado!


Bibliotecas:

Depois disto tudo, olhem pela janela e pensem: "mas não têm este sol!"

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