Em volta da fogueira

Quem disse que a tecnologia estragaria a magia de uma noite de histórias em volta de uma fogueira?
Para os menos entendidos (duvido que por aqui passe algum!) um geek é um perito/cromo em tecnologia informática; E claro que não é preciso ser um "lame" ou básico para ser Haxored (em que o website é vítima de assalto)

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SuperHomem


Porque há coisas que são realmente importantes... vá ao cinema!

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Obrigado Gulbenkian

A Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) fez 50 anos no dia 18 de Julho de 2006 e tudo o que se disser é pouco para se dizer o seu empenho na criação das bibliotecas em Portugal (desde as famosas carrinhas a apoios financeiros e documentais) estando hoje mais virada para as parcerias de apoio à leitura. Por outro lado a actividade editorial tem sido forte e diversificada (quem disser o contrário é porque não recebeu de oferta há uns meses atrás uns caixotes de livros ou não teve de os catalogar!)
Sobre o início da fundação em Portugal, recomendo um artigo de Medeiros Ferreira no JN de 18 Julho, intitulado:
Gulbenkian: uma absoluta novidade
Uma coisa a fundação merecia certamente: que os catalogadores se entendessem quanto à forma de designar a fundação, enquanto editora, nos registos bibliográficos.
A questão não é diferente de outras editoras e à necessidade que se faz sentir de uma padronização de designações de editoras (já ouvi falar em conversas de bastidores de se poder vir a ter uma base de autoridades para editoras no
Porbase5 ... mas ia ser bonito ver a funcionar!!).
O certo é que se quisermos saber qual a editora mais importante que temos no nosso catálogo, utilizando um módulo de pesquisa, dificilmente o resultado será a FCG ... quando afinal até estará muito bem representada!
Ora então vejamos... uma pesquisa por editor na
Base Nacional de Dados Bibliográficos - PORBASE entre 1331589 registos revela-nos dados curiosos:
  • Editor: FUNDACAO CALOUSTE GULBENKIAN
    Foram encontrados 2126 registos
  • Editor: FUND. CALOUSTE GULBENKIAN
    Foram encontrados 970 registos
  • Editor: GULBENKIAN
    Foram encontrados 36 registos
  • Editor: F. C. GULBENKIAN
    Foram encontrados 6 registos
  • Editor: F.C. GULBENKIAN
    Foram encontrados 9 registos
  • Editor: F. CALOUSTE GULBENKIAN
    Foi encontrado 1 registo

E agora as siglas... não se pode dizer que são todos da Fundação mas estão lá muitos!!

  • Editor: F.C.G
    Foram encontrados 1034 registos
  • Editor: FCG
    Foram encontrados 79 registos
  • Editor: F. C. G
    Foram encontrados 98 registos
  • Editor: F. C. G.
    Foram encontrados 91 registos
  • Editor: F.CG.
    Foi encontrado 1 registo

E ainda aqueles que usam Serviço de educação na identificação da editora (não são todos da FCG mas estão por lá alguns) e uns separados por vírgula, outros por ponto final e outros por dois pontos.

  • Editor: SERVICO DE EDUCACAO
    Foram encontrados 11 registos

E agora os erros graves (apontar é feio mas é por uma boa causa... )

  • Editor: FUNDACAO CALOUST GULBENKIAN
    Foram encontrados 2 registos
  • Editor: FUND. CALOUST GULBENKIAN
    Foram encontrados 3 registos
  • Editor: FUNDACAO CALOUSTE GULBENKIEN
    Foram encontrados 7 registos
  • Editor: FUND. CALOUSTE GULBEMKIAN
    Foi encontrado 1 registo
  • Editor: FUNDACAO CALOUSTE GULBEMKIAN
    Foi encontrado 1 registo
  • Editor: FUNDACAO CALOUSTE GULBEKIAN
    Foi encontrado 1 registo

É certo que a forma de registar as editoras está dependente da forma gráfica nos livros, de economia de escrita e não é padronizada. Mas acho que devia haver uma forma preferencial, pelo que gostava de ver aqui opinião de catalogadores!

Utilizando o critério "uso generalizado" ficamos com 3 candidatos:

  • Fundação Calouste Gulbenkian (2126 registos)
  • F.C.G (1034 registos)
  • Fund. Calouste Gulbenkian (970 registos)

Para mim a forma com siglas é um autêntico erro do ponto de vista do utilizador (quantos utilizadores seriam capazes de encontrar um livro desta editora!) pelo que ficamos reduzidos a duas.

Nota: Para a pesquisa foi utilizado o servidor Sirius pois é mais "esperto" nas pesquisas com pontos. Por outro lado aparecem sempre uns registos infiltrados ou possíveis duplicados ... mas entendem a ideia!

Informação adicionada: Da Biblioteca Nacional recebi a indicação, por parte da Drª Teresa Teixeira de que: "A Fundação Calouste Gulbenkian enquanto editora é registada como Fundação Calouste Gulbenkian"

Q.E.D. !

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PNL - Lista de livros 2006-2007

Já está em divulgação a lista de livros do Plano Nacional de Leitura Português para o ano de 2006-2007.
Do Jardim de Infância ao 6º ano de escolaridade os 643 livros são distribuídos por anos, organizados em colecções e por graus de dificuldades. A utilização desses livros também foi pensada, tendo sido feita uma divisão entre:
  • Livros recomendados para leitura autónoma ou com apoio do professor ou dos pais
  • Livros recomendados para leitura orientada na sala de aula com alunos que ainda não adquiriram hábitos de leitura
Não se trata apenas de livros de literatura pois são apresentadas listas para apoio a projectos específicos como o Natal, Saúde / Corpo Humano, Natureza / Defesa do Ambiente e ainda Temas científicos.

Todos os títulos que pertencem a uma colecção podem ser substituídos por outro título da mesma colecção, se o professor o entender. Alguns títulos estão ainda em estudo. Prevê-se uma actualização regular da lista.

«A elaboração das listas de obras recomendadas pelo Plano Nacional de Leitura foi feita com base numa ampla consulta a escolas e bibliotecas escolares de todo o país. Os educadores e professores, responsáveis por bibliotecas apresentaram os títulos que têm sido utilizados com sucesso nas aulas dos vários níveis de escolaridade e em diversos tipos de projectos pedagógicos»
Estas listas vão ser a base dos programas:
  • Está na hora dos livros (Jardim de Infância)
  • Está na hora da leitura (1º Ciclo)
  • Quanto mais livros melhor (2º Ciclo)
O texto legal do PNL (até preferia aqui um P de Português!) está publicado no DRE como Resolução do Conselho de Ministros nº 86/2006 de 12 de Julho de 2006. Já agora vale sempre a pena ver uma lista de links para os Planos de leitura de outros países .

Quanto às obras da lista e os efeitos dessas listas na vida das bibliotecas escolares acho que merecem outros tópicos e mais reflexão.
Desde já fica a nota: diversidade de literatura, clássicos internacionais e portugueses, e um grande esforço das bibliotecas escolares para adquirirem as quantidades recomendadas (vão existir apoios especiais mas as verbas só vão chegar no segundo período!), gerirem os empréstimos e... o espaço onde guardar/apresentar as obras. São coisas para pensar!

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YouTube explica



Um b-a-ba sobre a neutralidade da internet, apresentado de forma muito bem elaborada. Ou como a comunicação dos próximos tempos passará por sites de partilha de vídeo como o YouTube! Sim este tópico não é sobre a neutralidade da internet (embora o vídeo o seja) mas sobre os mini-vídeos do www.youtube.com e sua utilização nas áreas da informação, comunicação e até a acção educativa. Um site disponibiliza espaço e sistema de organização para exibição pública de pequenos vídeos. No início fomos revendo pequenas palhaçadas, apanhados tipo Candid Camera e vídeos musicais que os primeiros utilizadores foram colocando.
Mas a rede foi crescendo. Milhares de utilizadores depois, um sistema de auto indexação, criação automática de tópicos em blogs pessoais e os conteúdos deixaram de ser brincadeira para aparecerem categorias técnicas, vídeos com conteúdos informativos. Hoje as campanhas de comunicação passam por colocar um "infomercial" no YouTube. A assistência é avassaladora. As técnicas melhoram, a qualidade é já impressionante (vejam o vídeo deste tópico). Só para perceberem como se pode montar uma campanha informativa através de vídeos. O Youtube pode vir a ser a principal arma informativa nas próximas eleições americanas.
As implicações pedagógicas são igualmente significativas. Através de vídeos determinados assuntos podem ser explicados de uma forma criativa. Duvidam? Então vejam um dos vídeos do serviço disponibilizado pelo Youtube com o nome de marca Ask a Ninja (neste caso sobre podcasts) e nitidamente dirigidos a jovens. Será a telescola da sociedade tecnológica? Uma questão natural e óbvia quando se fala na educação será o de saber quem controla os conteúdos. Mas e qual o papel dos educadores e bibliotecários no processo? Como iremos utilizar serviços como o YouTube nas bibliotecas ao serviço da informação? Sempre se falou da internet e do vídeo como elementos importantes na formação dos jovens... ora aí está o serviço a funcionar. Agora vamos a ver que utilização fazemos dele, se realmente o consideramos importante.
Curioso estou em ver como as bibliotecas vão lidar com esta fonte de informação / técnica de divulgação... por mim já tenho assunto para pensar à beira mar! Fica marcado para Setembro a oportunidade em aproveitar a minha conta Youtube para mais que apenas ver vídeos do Zidane! Ideias?
Nota: Para quem tem blogs a distribuição de vídeos é extremamente simples, permitindo colocar o vídeo que estamos a ver naquele momento directamente no nosso blogue pessoal e assim divulgar a mais algumas pessoas! Ah... e também se pode mandar por email embora sem ser em anexo (isto vai afastar certamente muitos utilizadores de emil na empresa). É uma boa notícia para o powerpoint que não estará em perigo no mundo dos emails reenviados [uma autêntica praga !].

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Salve a internet

Salve a Internet

O anúncio com Moby é caricato mas o assunto é sério. A neutralidade da Internet está ameaçada, ou melhor dizendo a escolha dos conteúdos que terão maior velocidade de transmissão está ameaçada por leis actualmente em discussão nos EUA. O que acha de os criadores de conteúdos terem de pagar às empresas de telecomunicações para que os seus conteúdos passem mais rápido pelos servidores de acesso? Certo que não lhe irá sair do seu bolso, mas o que entra no seu monitor passa a ser pago pelo produtor, pelo que o gratuito não lhe chegará tão facilmente. E não vê qual o problema disso? Visite o site http://www.savetheinternet.com/ para ficar "por dentro".
Mais vídeos para entender tudo em
http://www.youtube.com/watch?v=kXAJbkeXoV4&mode=related&search

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Ano escolar 2006-2007

Agora que já está oficialmente publicado tudo o que é preciso para planear o ano lectivo 2006-2007 aqui fica uma listagem de documentos a ler e aplicar nas bibliotecas escolares para o próximo ano lectivo.

- Despacho n.º 13599/2006 (2.ª série), D.R. n.º 123, Série II de 2006-06-28
Ministério da Educação - Gabinete da Ministra
elaboração do horário semanal de trabalho do pessoal docente, orientações a observar na programação e execução das actividades educativas (inclui indicações sobre a biblioteca escolar e sua equipa)

- [Ministério de Educação] ORGANIZAÇÃO DO ANO LECTIVO 2006/2007 - ALGUMAS NOTAS
http://www.min-edu.pt/ftp/docs_stats/Notas_elaboracao_horarios_2006-2007.pdf

- [Ministério de Educação] ORGANIZAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DO SERVIÇO DOCENTE NAS ESCOLAS - RELATÓRIO FINAL DO GRUPO DE TRABALHO

http://www.min-edu.pt/ftp/docs_stats/relatorio_final_Despacho_25994-2005.pdf

-
Despacho n.º 13468/2006 (2.ª série), D.R. n.º 122, Série II de 2006-06-27
Ministério da Educação - Gabinete da Ministra
renovação de matrícula dos alunos dos ensinos básico e secundário


- [Ministério de Educação] Calendário Escolar 2006/2007
http://www.min-edu.pt/Scripts/ASP/novidades_det.asp?newsID=473
(início entre 11 e 15 de Setembro)

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Os blogs no DRE

A resolução do Conselho de Ministros nº 86/2006 aprova o Plano Nacional de Leitura e cria a respectiva comissão. Fica-se a saber mais umas coisas sobre o PNL e é uma leitura interessante para docentes e população em geral.
Já agora transcrevo o início (mas leiam este artigo até ao fim que está lá uma surpresa!)

O Plano Nacional de Leitura é uma iniciativa do XVII Governo Constitucional que pretende constituir uma resposta institucional à preocupação pelos níveis de literacia da população em geral e em particular dos jovens, significativamente inferiores à média europeia.
Concretiza-se num conjunto de estratégias destinadas a promover o desenvolvimento de competências nos domínios da leitura e da escrita, bem como o alargamento e aprofundamento dos hábitos de leitura, designadamente entre a população escolar.
Destacam-se, como principais acções previstas, as seguintes:

  • A promoção da leitura diária em jardins-de-infância e escolas de 1º e 2º ciclos nas salas de aula;
  • A promoção da leitura em contexto familiar;
  • A promoção de leitura em bibliotecas públicas e noutros contextos;
  • O recurso aos meios de comunicação social e a campanhas para sensibilização da opinião pública;
  • A produção de programas centrados no livro e na leitura a emitir pela rádio e pela televisão;
  • O apoio a blogs e chat-rooms sobre livros e leitura para crianças, jovens e adultos.

E não é que... a itálico e não como "blogues" à portuguesa lá aparecem os blog(ue)s de uma assentada no DRE e no Plano Nacional de Leitura? Querem coisa mais oficial?!

PS: Sobre a identificação dos documentos PDF do DRE espera-se que um dia venham a aderir ao sistema de identificadores unívocos PURL como a Biblioteca Nacional já faz e se possa começar a falar de uma biblioteca digital do DRE ! Mandem uns pedidos para a linha azul do DRE: dre@incm.pt

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O novo DR

Depois de passar anos a reclamar por não ter acesso gratuito e em condições úteis (pesquisa, cópia e impressão) ao Diário da República, e depois das promessas do Simplex é altura de elogiar/festejar!
A 1 de Julho de 2006 (desculpem mas a semana passada estive em formação por isso isto é novidade actual para mim e não podia deixar de a destacar!) o "acesso universal e gratuito à edição electrónica do Diário da República é um serviço público, com possibilidade de impressão, arquivo e pesquisa dos actos publicados, sem restrições para o cidadão. "
Vejam como é bom poder fazer esta simples citação, sabendo que o link vai parar a um documento legal, que até se pode imprimir ou seleccionar o texto e copiar para outro documento:

O Decreto-Lei n.º 116-C/2006, de 16 de Junho, estabelece que o Diário da República passa a ser editado por via electrónica e disponibilizado como serviço público de acesso universal e gratuito.

Com a entrada do Simplex, o Diário da República foi reformulado, tendo sido reorganizada a I e II Séries e extinta a III Série. A I Série é reorganizada com fusão das partes A e B, e a II Série é dividida em dez partes, de acordo com as entidades emitentes, como resulta do Despacho Normativo n.º 38/2006, de 30 de Junho.
A Imprensa Nacional – Casa da Moeda, S. A., assegura, de forma permanente, o arquivo e a preservação electrónicas do Diário da República editado na Internet.
O formato papel não desaparece pois é, e muito bem, garantido o "depósito na Biblioteca Nacional e na Torre do Tombo de três exemplares de uma versão impressa devidamente autenticada das duas séries do Diário da República, preparadas para efeitos de arquivo público, bem como o depósito de um exemplar junto da Presidência da República, da Assembleia de República, da Presidência do Conselho de Ministros, dos Supremos Tribunais, do Tribunal Constitucional e Procuradoria-Geral da República".
Também fica a certeza de ter ganho mais uma prateleira na biblioteca (os livros encadernados dos DR mais antigos já estavam noutra sala... num espaço mais "barato").
Agora é só conseguir reverter a verba das assinaturas e das encadernações em verba para aquisições da biblioteca. Do mesmo modo dará para fazer novas encadernações de algumas obras importantes e que já estavam fora do circuito normal pelo estado de conservação, o que será um serviço mais rápido agora que a empresa de encadernações ficou com mais tempo livre!
Nota: ainda para rever está o serviço de informação por email... deviam colocar o link para o decreto tal como já existe na página web... é so enviarem o email em formato html!

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O digital na praia

Humor de verão, ou como um livro terá sempre a sua utilidade e saberá resistir aos DVD!

(legenda para quem esteve contra a França)
- "Evidentemente: é menos prático";
- "Sobretudo por causa do buraco..."


Neste site estão disponíveis mais cartoons a propósito das bibliotecas e dos documentos electrónicos!

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Congreso ISKO

La interdisciplinariedad y la transdisciplinariedad en la organizacióndel conocimiento científico
8º Congreso ISKO - Espanha - León, 18-20 de Abril 2007
Tópicos:

  • Interdisciplinariedad y/o transdisciplinariedad de la Ciencia en la Sociedad del Conocimiento.
  • Fundamentos epistemológicos de la Organización del Conocimiento.
  • Representación y caracterización del conocimiento en el entorno digital.
  • Recuperación de la información transdisciplinar

(vejam o programa desenvolvido no tocante aos dois últimos tópicos que serão mais apelativos para os interessados pelas ciências de informação e documentação)

Comunicações até 30 de Setembro. Organização: Universidade de León

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Univ. Salamanca apoia Investigadores

Para possíveis interessados, transcrevo o email: Ayudas para investigadores postdoctorales de la Universidad de Salamanca.
Estimado/a colega: Te informo de que la Universidad de Salamanca ha convocado 5 ayudas destinadas a la contratación de investigadores postdoctorales de países de Iberoamérica y Portugal para promover y facilitar su perfeccionamiento y que puedan desarrollar un trabajo de investigación que complete su etapa de formación en alguno de los centros de la Universidad de Salamanca (entre ellos el Departamento de Biblioteconomía y Documentación).Plazo de presentación de solicitudes hasta el 15 de noviembre de 2006.
Información de las bases de la convocatoria en la Agencia de Gestión de la Investigación
(Tlf. +34-923-294-400, Ext. 4777) y en la dirección www.usal.es/agencia
Un saludo, José A. Frías
Universidad de Salamanca - Departamento de Biblioteconomía y Documentación

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Conferencia IASL

A semana de 3 a 7 de Julho é uma semana importante no panorama das bibliotecas escolares em Portugal, pois realiza-se de em Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian, a 35ª Conferência da IASL - International Association of School Librarianship com o título: Ler, Saber, Fazer, as múltiplas faces da Literacia.
Consulte o programa da conferência em Português ... e vemo-nos por lá!

Na conferência serão ainda entregues prémios de referência, sendo que o premiado do ano na categoria LinksPlus -- eLibrary Commendation Award foi o projecto "Standards of professional excellence for teacher librarians" um projecto que nos chega da Austrália pela The Australian School Library Association (ASLA). No site do projecto poderá ficar a saber quais são os referenciais de excelência para os bibliotecários escolares, pelo que será uma leitura recomendada para todos os interessados na área.

Links:

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O castelo da cultura


Lisboa vai ter uma nova Biblioteca Central e um novo Arquivo Municipal. A notícia já de si seria um destaque, mas o mais interessante na notícia é o facto de essa futura biblioteca (a estar pronta em 2009) ser o ponto de partida para uma nova urbanização. Esta é pelo menos a ideia da Empresa Pública de Urbanismo de Lisboa (EPUL) para o Vale de Santo António, um plano de urbanização para uma zona de 44 hectares e que tem uma biblioteca como pedra basilar.
A Biblioteca e Arquivo Municipal é um projecto do arquitecto Manuel Aires Mateus, sendo o plano de urbanização coordenado pelo arquitecto Manuel Fernandes de Sá que considera ser a biblioteca "uma cara forte do projecto, um objecto de fundação", à semelhança dos "castelos ou mosteiros de antigamente" e que condicionou o restante plano.
A biblioteca projectada tem um orçamento de cerca de 40 milhões de euros e tem a sua primeira fase já em obra. O edifício terá 60 metros de altura, 40 de largura, com uma arquitectura que privilegia a vista para o Tejo e a luz e apresentará 100 000 documentos em acesso livre com salas de leitura viradas ao Tejo. É uma nova centralidade da cidade, numa urbanização que inclui 390 mil metros quadrados de construção, espaços verdes com um parque de 60 mil metros quadrados e um estádio de futebol com 4 mil lugares. Agora faltam os planos finais.
No plano teórico, surge-nos a questão: que lugar para as bibliotecas na cidade? Grandes projectos em zonas novas e acessíveis, projectos de reabilitação urbana em zonas antigas e sem acessos, pequenas bibliotecas mais próximas dos leitores?
Neste caso trata-se de uma grande biblioteca numa grande urbanização, mas a ideia não deve deixar os promotores imobiliários indiferentes. Num futuro que se espera não muito distante, os grandes projectos de intervenção citadinos, as grandes urbanizações, deverão encarar as bibliotecas como espaços equivalentes a centros de dia, creches, ou jardins. Claro que isso implica um novo conceito de biblioteca de proximidade, um pólo de cultura ao estilo do conceito Inglês das IdeaStores, uma biblioteca de leitores e não de bibliotecários. E não será pura perda de dinheiro. Garanto que os vendedores dos imóveis no vale de Santo António vão colocar a palavra "biblioteca" no meio de qualquer frase que elogie a localização da futura habitação. Uma biblioteca será sempre um argumento forte na justificação do preço dos apartamentos.

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