Dez anos RBE


A 23 de Outubro comemora-se o dia Internacional de bibliotecas Escolares sobre o lema Ler, Saber, Fazer , tal como já fora anunciado no Bibliotequices.
Esta data marca igualmente, em Portugal, os 10 anos do projecto da
Rede de Bibliotecas Escolares, data que é aproveitada pelo Gabinete da RBE para dois lançamentos especiais

Aproveitem ainda para uma visita ao site oficial da RBE em http://www.rbe.min-edu.pt/ que contém novos materiais e documentos.


A propósito da data, uma Leitura de Imprensa: Jornal Correio da Manhã: Escolas - Rede com dez anos ainda não chega a todos432 mil sem bibliotecas
Este é mais um dos artigos tipo "copo meio cheio, copo meio vazio" mas basea-se num erro de base: os números disponibilizados têm de ser bem lidos (ai estas literacias) . è que se refere as escolas na Rede de Bibliotecas e não as escolas com biblioteca. A diferença reside essencialmente de um conceito de biblioteca e com um determinado modelo de organização e objectivos de dinamização. Se já estão 1756 escolas integradas nesse modelo, outras há que estão a caminho, o que não significa que não tenham bibliotecas em acção (situação paralela acontece com as bibliotecas municipais que ainda não estã na Rede de Leitura Pública)

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Ensaio sobre bibliotecas escolares

Para um momento de humor deixo aqui a indicação de um gerador de ensaios sobre qualquer assunto: www.EssayGenerator.com . É só escrever o tema e sai um artigo pronto para usar/rir. No entanto é interessante para esclarecer alunos sobre a estrutura de um ensaio/composição. Como cada vez que se coloca um tema sai um artigo novo, coloco aqui um que me saiu na rifa sobre o tema "School libraries". Não deixa de ser curioso que até diz coisas interessantes.. ou como se pode falar algo sem nada dizer... mas será que se pode dizer algo sem nada saber?
An essay on School libraries
To delve deeply into School libraries is an exciting adventure. Many an afternoon has been enjoyed by a family, bonding over the discussion of School libraries. While it has been acknowledged that it has an important part to play in the development of man, School libraries is not given the credit if deserves for inspiring many of the worlds famous writers. Since it was first compared to antidisestablishmentarianism much has been said concerning School libraries by the easily lead, who are yet to grow accustomed to its disombobulating nature. At the heart of the subject are a number of key factors. I plan to examine each of these factors in detail and and asses their importance.

Social Factors
Comparisons between Roman Society and Medieval Society give a clear picture of the importance of School libraries to developments in social conduct. I will not insult the readers inteligence by explaining this obvious comparison any further. Back when Vealinger reamarked ?the power struggle will continue while the great tale of humanity remains untold? [1] he borrowed much from School libraries. No symbol is more potent than School libraries in society today. It helps to provide some sort of equilibrium in this world of ever changing, always yearning chaos.
Special care must be taken when analysing such a delicate subject. On the other hand anyone that disagrees with me is an idiot. Clearly it promotes higher individualism and obeyence of instinct. As soon as a child meets School libraries they are changed.

Economic Factors
Derived from 'oikonomikos,' which means skilled in household management, the word economics is synonymous with School libraries. We will primarily be focusing on the Simple-Many-Pies model using the median instead of the mean, where possible. School libraries grow it's related with Average Wage.
When displayed this way it becomes very clear that School libraries is of great importance. Seemingly the average wage is in financial terms 'holding hands with School libraries.' Assumptions made by traders have caused uncertainty amongst the private sector.

Political Factors
Modern politics owes much to the animal kingdom. Looking at the spectrum represented by a single political party can be reminiscent of comparing the vote of the man in the street with that of one more accustomed to School libraries.
One quote comes instantly to mind when examining this topic. I mean of course the words of style icon Esperanza B. Adger 'consciousness complicates a myriad of progressions.' [2] This quotation leads me to suspect that he was not unaccustomed to School libraries. It speaks volumes. History tells us that School libraries will always be a vote winner, whether we like it, or not.
I wait anxiously. What will the next few years bring for School libraries?Conclusion
What can we conclude? Well, School libraries deserves all of the attention it gets. It inspires, brought up a generation and most importantly it perseveres.
The final say goes to the award winning Leonardo Lennon: 'I wouldn't be where I am today without School libraries.' [3]

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[1] Vealinger - Turtle Power - 2003 ICJ
[2] Adger - Politics Per Day - 2000 Jinder Publishing
[3] Sham Magazine - Issue 124 - Monkey Books

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Nobel, literatura e sociedade

Orphan Pamuk de novo, agora mais numa perspectiva social do que literária. Este autor, nascido e residente na Turquia, ficou conhecido igualmente paela sua tenacidade na conscencialização do povo turco sobre o genocídeo arménio que ocorreu durante a 1ª Guerra Mundial no então império Otomano. Tal situação já o levou a tribunal por ofensas à nação Turca.
Os estados têm uma imensa capacidade em negar factos (veja-se as imagens de nepaleses, na neve, a serem atingidos, à distância, por soldados Chineses... num suposto conflito de fronteira!) e esta é mais uma questão que divide até os próprios historiadores (genocídeo ou fome e doença generalizada) que deveriam ser isentos e preocupados com factos, mas que são humanos. A negação de factos ligados a crimes contra a humanidade não é apenas uma questão para historiadores, é uma questão social básica. É atribuído a Hitler a seguinte afirmação, por ocasião da invasão da Polónia em 1939:
"Thus for the time being I have sent to the East only my 'Death's Head Units' with the orders to kill without pity or mercy all men, women, and children of Polish race or language. Only in such a way will we win the vital space that we need. Who still talks nowadays about the Armenians?"
O futuro não se faz sem o passado e é o modo como encaramos o passado que marcará o nosso futuro. Sendo a Turquia um dos candidatos para adesão à Comunidade Europeia, não é irrelevante conhecer os princípios orientadores de uma nação e dos seus políticos (tal como não foi ignorada a afirmação de falsidade do holocausto judeu transmitida pelo presidente iraniano). Nestas alturas é bom lembrar que existe uma Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio, da qual Portugal é signatário, onde se define o genocídeo e a sua rejeição formal.
A comissão de assuntos externos do Parlamento Europeu já tinha denunciado, em 2004, a perseguição a Orhan Pamuk e outros pela expressão não violenta de opiniões [doc. em PDF].
No mesmo dia em que era anunciado o laureado Nobel em literatura, em França era aprovada uma lei em que se instituiu como crime a negação do genocídeo arménio. Não sendo ainda um assunto legalmente terminado, vai dar muito que falar em França, já para não falar do grande caminho que falta para que a União Europeia, no seu todo, o venha a reconhecer como tal.
É certo que este genocídeo arménio não tem a mesma relevância internacional que o holocausto judeu (não sendo de ignorar a maior capacidade destes em influência política a nível internacional) mas a Academia Sueca mostra, mais uma vez, que não ignora as condicionantes politico-sociais em que um escritor se situa: decididamente não há almoços grátis.
Recursos para actividades de animação da informação em bibliotecas:

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Orphan Pamuk e o marketing literário

Orhan Pamuk foi laureado com o Nobel da Literatura 2006 o que constitui mais um momento natural de frenesim editorial em Portugal.
Sendo um escritor muito premiado nos últimos anos (e um dos candidatos crónicos nas "apostas ao Nobel") não deixa de ser pouco conhecido em Portugal.
Esta é uma situação típica... é raro ter um Nobel com sucesso editorial anterior à sua nomeação, alguns eram mesmo desconhecidos a nível editorial e dos leitores pois o facto de estar disponível para venda online nas lojas internacionais não tem o mesmo efeito que poder ser lido em Português.
O. Pamuk já tinha duas obras publicadas em Portugal e estavam planeadas para edição portuguesa outras duas, que foram agora antecipadas.
Cada atribuição do Nobel da Literatura não deixa de ser, um momento para questionar os critérios editoriais nacionais: a queixa é que não se lê em Portugal, mas os autores premiados internacionalmente são quase sempre desconhecidos em Portugal, pelo menos enquanto não se tornarem sucessos mundiais.
Ora a boa literatura (ninguém sabe dizer o que é mas muitos sabem reconhecê-la) costuma vender e durante muito tempo. Claro que não funciona no modelo actual em que o que conta são grandes tiragens e pouco tempo em armazém, com muitas livrarias a terem uma capacidad local de armazenamento muito reduzida ("virtudes" dos Centros Comerciais).
Contudo a literatura premiada, sendo mais facilmente apelativa ao marketing, cria algumas reticências no meio dos leitores/compradores mais regulares. Um paradoxo que importa ter em conta nas explicações de vendas de alguns autores.
A terminar, e como já devem ter lido/ouvido imensos comentários sobre a sua obra, deixo aqui apenas uma ligação a um excerto da obra The Snow.

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Quem preserva os preservadores?

As bibliotecas não são um recurso natural e inesgotável, necessitam de apoio da comunidade quer a nível social quer a nível económico.
Num tópico anterior falava dos serviços de lobby das bibliotecas pela literacia. Mas é igualmente necessário um serviço de lobby pelas bibliotecas, nem que seja em causa própria. Em defesa das bibliotecas
não devemos ficar alheados ou indiferentes a campanhas necessárias à sua própria preservação, pois estamos a falar da preservação da cultura. Parafraseando a famosa frase de Juvenal "Quem guarda os guardas" (Quis custodiet ipsos custodes?) que nos faz estar despertos para a necessidade de controlar o próprio controlo, em termos de bibliotecas é ncessário colocar a questão: Quem preserva os preservadores? E não é essa a sua única função!
Alguns recursos para montar uma campanha em defesa das bibliotecas:

E agora duas campanhas concretas como exemplo do que se pode fazer:

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A bruxa de Portobello

A bruxa de portobello

"Ninguém acende uma lâmpada para escondê-la atrás da porta: o objetivo de luz é trazer mais luz à sua volta, abrir os olhos, mostrar as maravilhas ao redor.
Ninguém oferece em sacrifício a coisa mais importante que possui: o amor.
Ninguém entrega seus sonhos nas mãos daqueles que podem destruí-lo.
Exceto Athena."

Este é o início do novo livro de Paulo Coelho, A bruxa de Portobello (citação da edição brasileira). Quem estiver curioso, já pode começar a ler os primeiros capítulos no blog de Paulo Coelho . Por iniciativa do próprio autor, "A bruxa de Portobello" terá um terço de seu conteúdo na web até à data de lançamento (foi agora publicado o 13º capítulo). A intenção do escritor é que os seus leitores julguem a obra antes de a comprar. A campanha de lançamento inclui também declarações do escritor em vídeo disponibilizado no site "You Tube":

De realçar que no Brasil a obra poderá ser adquirida por um preço muito reduzido (cerca de 30% do preço normal de uma obra equivalente). Esta é uma estratégia da sua nova editora brasileira, sendo que em 2006 foram vendidos mais de 1 milhão de exemplares dos antigos títulos reeditados com preços populares no Brasil. Isto tudo vem mostrar que o preço é sempre um condicionante na leitura. Uma campanha a sério, à atenção das nossas editoras... que o Plano Nacional de Leitura não é só uma tarefa das escolas!

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