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Digitalizar a diversidade cultural

Uma entrevista do Jornal argentino "La Nacion" a Jean-Noël Jeanneney presidente da Biblioteca Nacional de França, sobre o Google Book Search e a cultura.
Disponível em www.lanacion.com.ar/cultura/nota.asp?nota_id=875848

A entrevista aparece muito equilibrada, aponta pontos positivos e negativos da entrada do Google no mercado da digitalização de documentos e sua disponibilização online, e o assinalar de que a grande questão não são os direitos de autor dos editores (que existem, é um facto), mas sim as questões de identidade nacional e cultural, ou melhor a possibilidade de sobrevivência de culturas a partir do momento em que o acesso aos documentos (e falamos agora em livros, mas lá virá o tempo do audiovisual) seja feito prioritariamente numa língua.
Em que medida será possível sobreviverem pontos de vista culturais diversificados se as pesquisas em documentos online apenas apresentarem pontos de vista de uma determinada cultura? Ou parafraseando o entrevistado, não gostaria de ver a batalha
Aljubarrota contada apenas em artigos de autores espanhóis... ou muito menos por japoneses.
A defesa de pontos de vista diferenciados não reside no bloqueio de uma visão mas sim na valorização de outros pontos de vista. Para que o
Google Book Search ou o Live Search Book (cultura anglo-americana) não domine, é necessário valorizar outros pontos de vista, outros conceitos e outros documentos.
É assim que se deve entender o projecto de contra-ataque da Comunidade Europeia com a Biblioteca Europeia, destinada a disponibilizar online documentos das bibliotecas nacionais europeias em diversas línguas. Mais que uma discussão de direitos de autor, temos uma discussão de direitos de existência de culturas.

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