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Leitores e mediadores: direitos e proibições


Nesta Semana da Leitura 2007 vim buscar a Daniel Pennac os célebres direitos do leitor, mas igualmente as proibições aos professores envolvidos na dinamização da leitura:
«O que afasta uma criança ou um adolescente da leitura de um livro, não é só a televisão, o mundo fascinante dos jogos de vídeo, dos computadores, das compras, dos lanches no Mac Donald’s...
O que afasta um leitor dos livros é quando o livro deixa de ser vivo - quando se perde a narração feita ao pé da cama, na hora de dormir, na infância e se passa à obrigação da “ficha de leitura”, obrigatória para o “bom cumprimento do programa escolar”.
Ler não é verbo que suporte o imperativo. Aversão que partilha com alguns outros verbos: o verbo amar, o verbo sonhar...
Bem é sempre possível tentar, é claro...vamos lá:
Ame!
Sonhe!
Leia!
Resultado? Nulo.
Uma só condição para se reconciliar com a leitura: não pedir nada em troca. Absolutamente nada.» (Pennac, Daniel, 1988. Como um Romance)
Proibições aos mediadores de leitura:
  • não erguer nenhuma muralha fortificada de conhecimentos preliminares em torno do livro.
  • não fazer a menor pergunta.
  • não mandar fazer qualquer TPC.
  • não acrescentar uma só palavra àquelas das páginas lidas.
  • não fazer julgamentos de valor.
  • não dar explicações de vocabulário.
  • não analisar o texto.
  • não dar nenhuma indicação bibliográfica...
  • proibir completamente o 'rodear o assunto'.
(Pennac, Daniel, 1988. Como um Romance)

O que é necessário no momento de leitura?
"Ler, e ter confiança nos olhos que se abrem, nas cabeças que se divertem, na pergunta que vai nascer e que vai puxar uma outra pergunta". (Pennac, D., 1988. Como um Romance)


Direitos do Leitor:
  • O direito de não ler
  • O direito de saltar páginas
  • O direito de não acabar um livro
  • O direito de reler
  • O direito de ler não importa o quê
  • O direito de amar os “heróis” dos romances ( doença textualmente transmissível ).
  • O direito de ler não importa onde
  • O direito de saltar de livro em livro
  • O direito de ler em voz alta
  • O direito de não falar do que se leu
(Pennac, Daniel, 1988. Como um Romance)

Ler na sala de aula:

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