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De castigo na biblioteca


Em tempos era moda mandar os meninos mal comportados para a biblioteca. Uma situação inadequada e inútil quer para o aluno, quer para as actividades e objectivos da biblioteca, associando a biblioteca a algo de desagradável.
É uma opção que ainda não foi erradicada e ainda é utilizada como forma de alguns professores "aliviarem os problemas" da sala de aula, esperando-se que na biblioteca esteja lá alguém para "acompanhar" o aluno.

Algumas escolas ainda falam num ideal "plano de compensação" a executar na biblioteca pelo aluno "convidado a sair" da sala de aula, mas é algo pouco exequível em casos de alunos expulsos da sala de aula e no meio de momentos de maior exaltação das partes.
É ainda óbvio que ninguém faz um plano alternativo de trabalho em segundos! Por essas e por outras até há quem prefira ir para a biblioteca do que ficar na sala de aula, onde até pode ter prioridade na utilização dos computadores: um prémio afinal!


Mas o assunto de hoje não são os castigos na biblioteca a alunos mas sim a professores! Não propriamente a castigos reais mas à forma como se percepciona o trabalho na biblioteca pelo público.

Pelo menos a advogada do professor António Charrua (no centro da polémica do momento na DREN) parece achar que a biblioteca é um local de castigo para professores:
« O professor recorreu para o Tribunal Administrativo do Porto. E 12 dias depois foi notificado de que tinha sido "autorizada a cessação da sua requisição da DREN". Charrua regressou à Escola Carolina Michäelis (Porto), onde foi colocado na biblioteca. "É uma maneira de punir. Uma forma encapotada de processo disciplinar", diz a advogada Elisabete Fernandes, admitindo impugnar a cessação da requisição» http://jn.sapo.pt/2007/05/22/primeiro_plano/piada_a_socrates_igual_a_anedota_dem.html

Para o tema das punições em bibliotecas podem sempre ler um artigo de
Diane Nahl e Leon James, PUNISHMENT AND REINFORCEMENT IN THE LIBRARY
http://www.soc.hawaii.edu/leonj/leonj/leonpsy/instructor/punishment.html
Learning to use the library is an accumulation on of skills acquired through reinforcement and punishment. Applying scientific principles of learning to librarianship is consistent with a scientist-librarian role. Learning requires motivation, reinforcement or reward, and active responding. Complex behaviors like searching are built up through the reinforcement of simpler responses like arranging alphanumeric sequences, decoding abbreviations, and following instructions precisely. When a search strategy yields wanted information, the Behavior that led up to it is reinforced. Librarians influence much of the reinforcement environment of the library either directly by providing help, social approval and friendliness, or indirectly by the structure and layout of information tools. Punishment is also provided either directly by fines and unfriendly exchanges, or indirectly by regulations perceived by patrons as aversive. Both reinforcement and punishment are natural and necessary conditions for all learning.

Comentários

paulo disse…
Como é possivel defender alguém que em 1971 delatou um colega madeirense que residia com ele numa residencia universitária em Lisboa, um Senhor de apelido PITA E QUE TINHA DIFICULDADES ECONÓMICAS , E FUI DENUNCIADO POR SER DE ESQUERDA, agora arma-se em vitima.
porque é que ninguém fala da pancadaria que aconteceu no mesmo dia entre este senhor e um director pedagógico de uma escola profissional.. e já agora se este senhor não tivesse sido deputado do PSD teria o caso tal repercussão
Se este senhor era tão competente porque é que depois de ter sido deputado não voltou a ser che fe de serviço????
Paulo Izidoro disse…
Eu pelo menos não defendi, pois nem o conheço (e nunca coloco as mãos no fogo por alguém).
O artigo é apenas sobre o facto de se entender a biblioteca como um local de castigo!
rascunhos disse…
Infelizmente não é só aí que se colocam " de castigo" alunos/crianças na Biblioteca.

E depois admiram-se que os miudos tenham aversão às ditas

Enfim... mentalidadezinhas!

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