Leitores portugueses

Segundo artigo do Jornal Sol sobre os estudos de leitura apresentados na conferência do PNL , Maria de Lurdes Santos, responsável do Observatório das actividades culturais realçou a diminuição do número de não-leitores dos últimos 10 anos, que desceu de 12 para 5 por cento.

«Estes não-leitores- esclareceu - são hoje, sobretudo, pequenos leitores, que lêem entre um e cinco livros por ano».
Não leitores? Como é possível pensar que este termo seria adequado à própria promoção da leitura? Não se podia ter arranjado outro nome mais técnico? Sei lá... ordenar por níveis!

Já noutro artigo, segundo o mesmo jornal, revelam-se dados mais interessantes sobre estes não-leitores:
O estudo revela que 57 por cento dos portugueses (cerca de 4,2 milhões de habitantes) lê livros, mas a média é de duas a cinco obras literárias por ano. Apenas sete por cento lê anualmente entre 11 e 20 livros, excluindo livros escolares.
Um país de poetas, marinheiros desempregados e não-leitores.
Nota: como o número de não leitores não bate certo nos dois artigos, vou esperar para ler os textos originais (se os encontrarem avisem!)

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Ranking escolas 2007 - Algarve

Sairam as tabelas e os rankings das escolas e teremos mais uns dias com opiniões sobre a sua utilidade, forma de execução, razões explicativas e desculpas, muito provavelmente semelhantes aos anos anteriores.
Acaba por ser uma questão de dogma de fé, e cada um vê aquilo que quer ver.
Eu por mim volto sempre ao mesmo: é um índice e não deve ser desvalorizado mas sim divulgado e realçado. Os resultados devem ser discutidos, comparados e ponderados.
Gosto sempre de comparar resultados relativos à escola onde trabalho:
  • com escolas semelhantes em termos de características (exames, dimensões, localizações, etc)
  • com escolas da região
  • com os próprios resultados em anos anteriores.
  • discrepância entre notas internas e notas de exame
Costumava reclamar por o Ministério da Educação não fornecer os dados em primeiro lugar às escolas e seus profissionais. Afinal os resultados são criados a partir de dados por nós produzidos nas avaliações de exames e somos os últimos a saber (não falo dos dados de cada escola, falo nos dados em bruto tal como os jornais os recebem).
Costumava... porque este ano a base de dados ficou disponível no endereço www.dgidc.min-edu.pt/jneweb/estat.htm (bases de dados em formato .mdb) onde encontramos os resultados da avaliação contínua e dos 38 exames de 11º e 12º ano efectuados nos 308 concelhos do país e no estrangeiro, nas 496 escolas públicas e 130 privadas.
Afinal era possível! Agora quem quiser pode fazer o tratamento estatístico pretendido sem receber os resultados filtrados pelos jornais.
Mas para não serem só elogios.. o tratamento oficial e público dos dados deve ser competência do Ministério da Educação, promovendo assim uma norma de tratamento estatístico passível de ser comparada. Depois então quem quiser olhar para os dados de forma diferente teria a sua oportunidade!

O jornal público está furioso com a revelação pública e contra o fim dos privilégios dos jornais ( http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1308501 ) sendo que só vai fazer sair o seu ranking a 2 de Novembro depois de fazer um tratamento adequado (8 dias!)
A zanga não era para menos, afinal o dia de saída dos rankings era um dia de grande tiragem (em alguns jornais chegava mesmo a ser a maior do ano). E as escolas pagavam para consultar dados produzidos por elas! Pior, não tinham acesso aos dados na sua totalidade, mas apenas a um tratamento parcial. Seria o mesmo que os dados das eleições não fossem do domínio público antes de alguém os apresentar e interpretar.
Já o público em geral encontrará no serviço dos meios de comunicação o seu valor natural e aí já não vejo nenhum problema em se pagar pelo serviço de tratamento de dados (desde que estes sejam públicos). Tudo o resto podia sempre ser interpretado como próximo de negócios, o que nunca fica bem a um sistema de ensino público.

Para curiosos e porque é a minha realidade, aqui fica a tabela do Algarve segundo o JN e a SIC (no final têm links para as tabelas originais):



Artigos de imprensa:
- Jornal de Notícias - Colégios privados de Lisboa e Porto dominam ranking: http://jn.sapo.pt/
- Correio da Manhã www.correiomanha.pt
- O Primeiro de Janeiro www.oprimeirodejaneiro.pt
- Sic: http://sic.sapo.pt/online/noticias/vida/20071023

As tabelas para download:
Actualização: Jornal Público - Tabela Ranking 2007 (inclui tabela provas do 3º ciclo)

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A vision of students today

O projecto Digital ethnography de Michael Wesch (Kansas State University) tem vindo a produzir diversos documentos vídeo de análise sobre o mundo da informação e do ensino. Cada vídeo está a ganhar direito a top de discussões online. Aqui fica o o mais recente "Uma visão dos estudantes de hoje" (a segunda parte de um ciclo de 3 vídeos).

Ou como hoje em dia não se pode ler sem ver vídeos.




Parte 1- Information R/evolution
http://youtube.com/watch?v=-4CV05HyAbM
(para os fanáticos pela indexação)

Parte 2- “A Vision of Students Today”
http://youtube.com/watch?v=dGCJ46vyR9o
(sobre os alunos para todos nós e especialmente para os tecnofóbicos e tecnodependentes)
Transcrição e discussão: http://mediatedcultures.net/ksudigg/?p=122

Parte 3 - Em produção: o giz como tecnologia educativa
(será só para docentes?)

Enquadramento teórico:
The Machine is Us/ing Us (Final Version)
http://youtube.com/watch?v=NLlGopyXT_g
(para quem é web 1.0)

Versão PT - http://www.youtube.com/watch?v=NJsacDCsiPg

Conheça o projecto em
Introducing our YouTube Ethnography Project
http://youtube.com/watch?v=tYcS_VpoWJk
http://mediatedcultures.net/youtube.htm

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Avaliar o desempenho de leitura

Artigo do Correio da Manhã:
Um estudo sobre a avaliação do nível de leitura dos mais novos propõe que sejam dado aos alunos do 2.º ano de escolaridade, textos curtos, com 70 a 120 palavras. No relatório intitulado ‘Para a Avaliação do Desempenho de Leitura’, que hoje será apresentado na I Conferência PNL, em Lisboa, as investigadoras apresentam um conjunto de propostas para a criação de referenciais nacionais de aprendizagem da leitura ao longo dos 1.º e 2.º Ciclos.

O trabalho, desenvolvido por Inês Sim-Sim e Fernanda Viana, da Escola Superior de Educação de Lisboa, traça também vários pontos críticos sobre os actuais métodos de ensino.

Em relação aos alunos do 2.º ano, as autoras defendem que os textos devem ser narrativas, poemas ou instruções sobre o quotidiano. Os alunos devem aprender “o sentido global” do texto e identificar “detalhes relevantes”.

No 4.º ano, os textos devem ser literários, informativos, associados a material escrito e gráfico, como mapas, receitas ou jogos. Devem ter entre 250 a 700 palavras e os alunos deverão apreender o sentido global do texto, identificando o tema central e os aspectos acessórios.

Já no 6.º ano, os textos devem ter de 300 a 800 palavras e os alunos devem conseguir diversificar estratégias de leitura, emitir juízos sobre o texto ou usar detalhes do texto para o interpretar. No final deste ano, devem dominar estratégias de leitura, desenvolver o espírito criativo e ler obras integrais.

Sobre as lacunas da actual forma de ensino, as investigadoras dizem que faltam instrumentos para avaliação do desempenho de leitura dos alunos, nomeadamente no 2.º Ciclo. “Há escassez de medidas fiáveis, válidas e aferidas nacionalmente. A definição de referenciais para a aprendizagem da leitura exige a elaboração de provas nacionais referenciadas a critérios”, indicam.

A ideia é de que no futuro exista um instrumento que permita avaliar as capacidades e competências dos alunos, nomeadamente em três ‘grandes etapas’: 2.º, 4.º e 6.º anos. O trabalho propõe a construção de um repositório de itens, com 348 palavras, para leitura de palavras isoladas, o “primeiro passo para a criação de um banco nacional de itens”.

Segundo os dados do PISA 2003, estudo internacional que avaliou as competências dos alunos de 15 anos em literacia de leitura e matemática, 48% dos estudantes portugueses possuem conhecimentos básicos de leitura e 22% são considerados maus leitores.

O estudo da Escola Superior de Educação de Lisboa analisou 18 provas de leitura e oito provas de emergência de leitura realizadas por cerca de 8500 alunos dos 1.º e 2.º Ciclos. Segundo as investigadoras, verificou-se uma “preponderância de provas de leitura de palavras isoladas e escassez de avaliação de compreensão de textos”.

Fonte: www.correiomanha.pt

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Google News e Alerts - tutorial

Um mini tutorial para configurar dois serviços do Google: o Google News e Google Alerts

Estes dois serviços são úteis para revista de imprensa (na web ou por email) evitando perder tempo a visitar todos os jornais. Não é um leitor de RSS mas são bem úteis!

Ver tutorial
www.scribd.com/doc/411250/Google-news-e-alertas-Tutoriais



Os serviços:
Google News - http://news.google.com
e em Português - http://news.google.com/news?ned=pt-PT_pt

Google Alerts - http://www.google.com/alerts
e em Português http://www.google.com/alerts?hl=pt-PT&t=1

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Concurso para coordenadores BE em 2009

Professores poderão concorrer exclusivamente a lugar de coordenador de biblioteca no concurso de 2009 (21.10.2007 - 11h50 Lusa)

No concurso de colocação de 2009, os professores poderão concorrer exclusivamente ao lugar de coordenador de biblioteca, segundo a responsável pela Rede de Bibliotecas Escolares, que em 2008 integrará todas as escolas de 2º e 3º ciclo.

"No concurso de professores de 2009 será possível concorrer exclusivamente para coordenador de biblioteca, mas os termos em que esse concurso irá decorrer estão ainda por definir", explicou Teresa Calçada, a propósito do Dia Internacional das Bibliotecas Escolares (RBE) [Nota ao jornalista: a sigla correcta seria DIBE], que se assinala amanhã.

De acordo com a coordenadora da RBE, existem actualmente 107 professores de 2º e 3º ciclo e cerca de 130 do 1º ciclo que trabalham a tempo inteiro nas bibliotecas dos agrupamentos a que pertencem.

Professores ou formados na área da educação com competências ao nível das tecnologias de informação e das ciências de documentação, com um enorme sentido de organização, entusiasmados, competentes e conscientes do papel que as escolas desempenham ao nível da inclusão social: é este o retrato-tipo dos coordenadores das Bibliotecas Escolares traçado por Teresa Calçada.

A trabalhar com o coordenador existe uma equipa formada também por professores, escolhidos por competências que podem ser aproveitadas pelos serviços da biblioteca.

Teresa Calçada assegurou que até ao final de 2008 "todas as escolas de 2º e 3º ciclo do país ficam integradas na Rede".

A coordenadora explicou ainda que com a alteração do modelo de estruturação do sistema de ensino - que passou a considerar como unidade o agrupamento e não a escola - todas as escolas de 1º ciclo vão ficar automaticamente integradas na Rede, uma vez que estão associadas a escolas de 2º e 3º ciclo que são sede de agrupamento.

"O que é necessário é haver uma biblioteca por sede de agrupamento e organizar serviços de biblioteca que possam chegar a todas as escolas", explicou Teresa Calçada que deu como exemplo os serviços itinerantes que fazem chegar os livros das bibliotecas centrais às bibliotecas das escolas mais pequenas.

Actualmente existem mais de 1800 escolas integradas na Rede, mas até ao final do ano serão cerca de duas mil.

"Em Portugal esta Rede está a ser implementada mais tarde do que se desejaria", reconheceu.

No balanço de dez anos de actividade da RBE, a coordenadora destacou o "alargamento respeitável da Rede, que até poderia ter sido feito de forma mais rápida, mas isso implicaria uma perda de qualidade na formação dos recursos, no caso, dos professores responsáveis".

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1308234
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