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Quanto tempo é tempo suficiente?

Quanto tempo é tempo suficiente para que os defensores do sistema de copyright considerem que deixam de ter direitos sobre as obras? Os herdeiros de Platão, Camões, Eça de Queirós, Einstein, Max ou de Frank Sinatra são diferentes?
A indústria cultural e tecnológica tem um negócio: recolher proventos de venda de produtos e direitos de autor pela sua utilização futura. E quando termina o futuro?
O direitos de autor são uma produção recente e característica do mundo industrializado, abrangendo os mais diversos produtos intelectuais (com excepção das aplicações matemáticas). Como base têm a necessidade de protecção do produto intelectual e a sobrevivência do criador. Contudo foram direitos criados com uma condição: a partir de determinado tempo essas criações passavam ao domínio público. O problema agora é fazer aceitar esse acordo, sendo que as indústrias procuram ir alargando o período de vigência.
Por exemplo o mundo do som gravado é muito recente e as primeiras gravações de Soul, Reggae, e Rock, passados os 50 anos da protecção dos direitos de autor, passariam ao domínio público.
Ou talvez não! E que tal alargar o período de 50 para 95 anos?

É esta questão que está em causa no próximo dia 23 de Março, com a indústria fonográfica a pedir ao Parlamento Europeu um alargamento do acordo de protecção dos direitos de autor.
Até podiam pedir 500 anos, a questão é qual o critério?
Mais uma lei à medida dos interesses. Quais? O da indústria, não o dos autores!
say no to copyright extension
Uma indústria relutante em deixar os seus produtos serem utilizados em bibliotecas e arquivos, uma indústria que não gosta nada que uma cassete de VHS seja convertida para DVD (mesmo que seja a única maneira de preservar o acesso futuro).
E que dizer de uma indústria que agora nem quer aceitar que um livro seja lido automaticamente por um computador pois já não seria o livro inicialmente licenciado mas uma obra áudio e implicaria uma nova licença?!
É o terreno para o lamento dos utilizadores.
É o terreno da felicidade para os piratas, justificados moralmente nos seus actos!

Para saber mais sobre a questão::

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