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ISBD: exemplos completos mas sem DVD!

Como complemento à publicação da versão consolidada da ISBD ( International Standard Bibliographic Description) foram agora publicados pela IFLA os Exemplos completos ISBD.
É constituído por uma coleção de registos bibliográficos de acordo com as determinações ISBD. Os exemplos são apresentados em vários idiomas, preparados pelas agências nacionais.
É uma leitura obrigatória para catalogadores, com exemplos interessantes que servem para clarificar e padronizar práticas.


Um aspecto negativo salta à vista: mais uma vez os vídeos digitais ficaram de fora. Este ostracismo a que os DVD são votados pelos catalogadores em Portugal (e nem só daqueles que deviam colocar em público as práticas e referenciais nacionais) é impressionante. Comparar as práticas de catalogação de DVD e de livro é ver o dia e a noite nos níveis de exigência técnica.

Até existem normas internacionais sobre a catalogação de DVD e recursos electrónicos, existe uma ISBD consolidada, até já saíram umas regras de catalogação que são portuguesas mas não nacionais. Tudo isto esbarra no facto de nunca se ter publicado o 2º volume das Regras Portuguesas de Catalogação!
Já perdia conta do número de anos em que ouço falar de grupos de trabalho na BN que agora até já é BNP, de campos que faltam nos programas informáticos, de manuais de catalogação da rede de bibliotecas públicas (que foi feito mas nunca foi aprovado), de referenciais, etc, etc, e nada sai cá para fora.
Esta é já uma situação insustentável e alguém vai ter de ser o primeiro a colocar a cabeça de fora.
Sendo assim nos próximos dias irei publicar um referencial para catalogação de documentos DVD com filmes como conteúdos e já aplicado aos programas informáticos.
Entretanto vejam os registos ISBD de outros idiomas... nesses países parece que se catalogam os DVD... a sério!

Documentos:

Comentários

Anónimo disse…
Oh, colega. Em Portugal cataloga-se DVD. E bem! Não será de ir espreitar uns OPAC, especialmente das bibliotecas públicas...?
Paulo Izidoro disse…
Aqui a questão deste artigo não é a qualidade do trabalho realizado, é sobre as normas e procedimentos que as entidades responsáveis têm vindo a protelar. Este foi mais um exemplo... nos exemplos ISBD para esclarecerem questões, Portugal, representado ao mais alto nível institucional da área, optou por não apresentar exemplos para o DVD de cinema!

Já agora a nova área 0 da ISBD acaba com a designação Documento electrónico para os DVD e põe tudo como Vídeo (mesmo que inclua imagens fixas)!

Quanto à sua afirmação:
"Cataloga-se DVD e bem" isso não seria uma frase que eu usaria de ânimo leve numa generalização

Acredite: sou um ávido consumidor de muitos e bons OPAC!! Contudo na parte da catalogação de DVD são muito pouco exigentes (ao contrário do que se vê na catalogação de livros).
Mas o trabalho é honesto.
Aliás nem poderiam catalogar totalmente bem: existem campos que não foram passados para os programas nacionais, existe unimarc que não se usa, existem ISBD que não se liga, designações que não foram padronizadas, etc, etc.

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