Triliões: o futuro da idade da informação

A história da computação enfrenta um desafio ou melhor um Trilião deles. E daí dependerá o futuro da idade da informação:




Mas quanto é realmente um trilião?
É tudo uma questão de escalas e do país onde estiver? Confuso?
A designação dos grandes números segue duas regras internacionais distintas, conhecidas por “escala curta” e “escala longa”.
A escala curta, usada nos países anglo-saxónicos, muda o nome 3 em 3 “casas” : milhão, bilião, trilião, etc.
A escala longa só muda o nome de 6 em 6 casas, pelo que obriga a recorrer ao milhar de milhão, etc.

Em Portugal e na Europa continental, é adoptado o seguinte critério (escala longa):
mil = 1 000 = 10^3
milhão = 1 000 000 = 10^6
mil milhões = 1 000 000 000 = 10^9
bilião = 1 000 000 000 000 = 10^12
mil biliões = 1 000 000 000 000 000 = 10^15
trilião = 1 000 000 000 000 000 000 = 10^18
mil triliões = 1 000 000 000 000 000 000 000 = 10^21

Mais simples?
Portugal usa, actualmente, a chamada «regra do n-lião», em que "n" é o expoente da potência a que se eleva "1 milhão". A regra N é dada pela expressão designatória: 10 elevado a 6N = (N) ilião. Geralmente temos, no lugar do N, bi, tri, etc
Assim:
1 milhão=(10^6)
1 bilião=(10^6)^2
1 trilião=(10^6)^3
1 quadrilião=(10^6)^4

Mas nos países anglófonos (e Brasil) é utilizada a escala curta pelo que
"billion" tem o valor de 1 000 000 000 ou seja 10^9 e não os 10^12 da escala longa, e "trilion" tem o valor de 1 000 000 000 000 ou seja 10^12 e não os nossos 10^18.

Assim do ponto de vista europeu o problema informático é muio mais pequeno pois o trilião de informações será apenas um simples bilião. Agora como é que enganamos os computadores?!

Literatura: