@ adquirido pelo Museu de Arte Moderna

Agora já podem dizer que viram o @ no museu: esta é a sua sala:
http://moma.org/collection/browse_results.php?object_id=134555
(The Museum of Modern Art (MoMA) - Nova York - EUA)

A representação artística moderna do signo é assim atribuída a Ray Tomlinson - http://en.wikipedia.org/wiki/Ray_Tomlinson  (o primeiro a utilizar o signo num endereço de email)


Confuso? Olhe que é mesmo a sério:
@ at MoMA www.moma.org/explore/inside_out/2010/03/22/at-moma/ (22 de Março 2010)

Algumas imagens históricas desta "obra de arte":
- Numa carta de 4 de Maio de 1536 do mercador italiano Francesco Lapi enviada de Sevilha para Roma, referindo-se a uma ânfora de vinho que valeria 70 ou 80 ducados

- Utilização significando o francês "à" num documento de 1674 de um magistrado Sueco

- O sinal num documento de 1448 sobre um carregamento de trigo de Castela para Aragão (documento conhecido por Taula de Ariza)

- Numa lápide funerária colocada numa das naves da Igreja de S. Francisco em Estremoz
Sobre o @ e a aquisição pelo museu, ler o artigo da boingboing.net onde encontra comentários curiosos.

The acquisition of @ takes one more step. It relies on the assumption that physical possession of an object as a requirement for an acquisition is no longer necessary, and therefore it sets curators free to tag the world and acknowledge things that "cannot be had"--because they are too big (buildings, Boeing 747's, satellites), or because they are in the air and belong to everybody and to no one, like the @--as art objects befitting MoMA's collection...
Museum acquires the @ symbol for its collection -


Mais detalhes:

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Livro infantil 2010 - Poster português

A DGLB assinala o Dia Internacional do Livro Infantil 2010 com a publicação de um cartaz:


Autora: Madalena Matoso (vencedora da 13ª edição do Prémio Nacional de Ilustração)

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Livro infantil - Dia internacional 2010

 Um livro espera-te. Procura-o

Dia internacional do Livro infantil - 2 de Abril de 2010 http://www.ibby.org/index.php?id=269
Poster: Noemí Villamuza
Mensagem alusiva: Eliacer Cansino (já existe tradução PT)
País: Espanha http://www.ibby.org/index.php?id=1005

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Para quê escrever um livro?

Será que você quer mesmo escrever "o tal" livro?
É o que lhe pergunta Lewis Black num momento de humor

Visto no: Booklust

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DVD ilegal: ganhos em usabilidade?

Não é fácil a vida de quem compra filmes em DVD ou Blu-ray. Quando querem ver um filme têm de levar com publicidade, trailers, alertas contra cópia,
Nos tempos do VHS eram mensagens úteis a dizer para rebobinar no final do vídeo e dava sempre para saltar os trailers no início.
Mas com o DVD (e os Blu-ray) muitos "empacotadores de filmes" acham que podem proporcionar uma melhor experiência ao utilizador se o forçarem a ver o que ele não comprou... pois já que está ali aproveita-se para o educar e influenciar. E assim nasceram as introduções que não se podem saltar até chegar realmente ao filme que se comprou.

O curioso é que se esforçam por estragar a experiência do utilizador legítimo, adicionando ainda alertas contra cópias. Supostamente seria para serem vistos por quem faz as cópias ilegais e assim avisar os seus futuros utilizadores que algo está incorrecto. Mas porque terão os utilizadores legais de autorar isto tudo. E já pensaram que nas cópias ilegais todas estas coisas supérfulas desaparecem pois quem copia sabe o que está a fazer?

A seguir um diagrama que explica todos os passos... e o porquê dos filmes piratas terem as suas vantagens (carregue para ampliar):

Fonte do diagrama: Geekologie

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A (nova) internet: das coisas

A breve prazo a internet deixará de ser uma base de dados sobre pessoas e seus conhecimentos ou factos passados para passar a ser dominada por um conjunto de dados sobre coisas e objectos obtidos por sensores. Sobre este mar de dados é necessário uma actividade analítica que os transforme em conhecimento. Uma análise que deixa de ser feita por humanos e passa a ser feita por sistemas de sistemas cuja integração aumenta a eficiência desses próprios sistemas. E melhora a vida dos humanos!

Vídeo criado pela IBM
Fonte: Internet of Things Explained (Video)

E a IBM nao está apenas a pensar em hipóteses: é mesmo o seu mais recente plano estratégico.

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ASUS DR-900 [leitor digital]

A ASUS apresentou o seu leitor DR-900 mas que não tem colhido boas opiniões pois o sistema ainda é lento segundo vídeo apresentado pelo site Endgadget

Isto enquanto se espera pelo irmão mais velho, o DR-950 que tem especificações mais do agrado dos analistas

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As vítimas do fim dos jornais em papel

Efeitos colaterais do avanço da imprensa digital:


Fonte:

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She & Him: In The Sun

In The Sun é a nova música dos She & Him, do álbum "Volume Two" a ser lançado a 23 de março e como é filmado numa escola tinha de ter uma biblioteca como cenário!


She & Him são Zooey Deschanel e Matt Ward -
Site dos músicos: http://www.sheandhim.com/

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Uma biblioteca não é um café!

Então não é que depois de ter estado na moda a animação dos espaços e a não imposição de regras de utilização, as bibliotecas começam a ter de criar zonas de silêncio?
Uma biblioteca não é um café, não é um local para estar a falar ao telemóvel - "Estou a ouvir-te bem, eh pá, estou na biblioteca, sim podes falar!" - não é um local para ouvir música sem auscultadores, nem para falar com as amigas sobre as últimas novidades da telenovela ou para analisar os índices de produção das quintas virtuais! Mas por vezes quase parece que estão a competir com os cafés e bares pelos mesmos utilizadores.
Sim é necessário existirem actividades na biblioteca, sim a utilização da biblioteca não pode fazer dela um mosteiro, sim as novas gerações possuem hábitos sociais diferentes, sim as bibliotecas ~têm de ser modernas e cativar os utilizadores, sim as regras são difíceis de impor e sim os espaços amplos são mais modernos e fáceis de construir.
Mas... e quem pretende um espaço calmo para ler? E quem quer escrever um texto? E quem quer estudar? E quem apenas quer ouvir uma música?
Antes a biblioteca dava respostas a estas necessidades. Entretanto depois deixou de as dar... mas agora o silêncio em bibliotecas está de novo na moda!
As bibliotecas de Houston (EUA) começam agora a ter zonas especiais... para quem quer estar na biblioteca em silêncio. Boa ideia?!

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Proteção DRM


 Não há volta a dar. Quanto mais complicam para impedir a pirataria de ebooks mais ela irá acontecer. Veja-se o que acontece nos passos 20 a 22!

Nota: DRM = gestão de direitos digitais, um sistema que limita o acesso a ficheiros digitais a pessoas que tenham adquirido o documento. A realidade é: uma confusão geral!

Fonte: The Brads – Why DRM Doesn’t Work http://www.bradcolbow.com/archive.php/?p=205

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Logorama: identidade visual do séc XXI

Assim é o mundo em logótipos e marcas:


O filme foi premiado com o Óscar 2010 - Melhor curta-metragem de animação
Logorama (2009) - França
Ludovic Houplain, Hervé de Crécy, François Alaux

Entrevista com os autores:

Foram 6 anos de pesquisa e produção para criar 16 minutos de vídeo com mais de 2500 logótipos! E tudo isto para representar uma cidade francesa!
Sobre o filme: 
"Nenhuma marca foi ferida na realização deste filme"

Logograma : http://pt.wikipedia.org/wiki/Logograma

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As e-compatilidades dos e-books

A entrada dos e-books nas bibliotecas enfrenta um problema maior que a questão financeira: a compatibilidade de sistemas.

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CDU para Óscares 2010

Ficam aqui as notações base da classificação CDU para as obras nomeadas este ano (embora alguns tenham de ter mais que uma notação).

791.221.25 Comédia negra
A Serious Man (2009, Ethan Coen, Joel Coen)
In the Loop (2009, Armando Iannucci)

791.221.4 Melodrama/Romance
Precious: Based on the Novel Push by Sapphire (2009)
Up in the Air  (2009, Jason Reitman)
Crazy Heart (2009, Scott Cooper)
A Single Man (2009, Tom Ford)
Julie & Julia (2009, Nora Ephron)
The Messenger (2009, Oren Moverman)
Nine (2009, Rob Marshall)
Faubourg 36 (2008,  Christophe Barratier)

791.221.5 Thriller. Suspense. Crime
Inglourious Basterds (2009, Quentin Tarantino, Lee Daniels)
The Lovely Bones (2009, Peter Jackson)
Das weisse Band - Eine deutsche Kindergeschichte (2009, Michael Haneke)

791.221.5:343.123.12 Filme de detectives
Sherlock Holmes (2009, Guy Ritchie)

791.221.8  Fantasia
The Imaginarium of Doctor Parnassus (2009, Terry Gilliam)
Harry Potter and the Half-Blood Prince (2009, David Yates)

791.221.8-311.9 Ficção Científica
Avatar (2009): James Cameron
District 9 (2009, Neill Blomkamp)
Star Trek (2009, J.J. Abrams)
Transformers: Revenge of the Fallen (2009, Michael Bay)

791.222  Filme de guerra
The Hurt Locker (2008, Kathryn Bigelow)

791.224 Filme histórico
The Last Station (2009, Michael Hoffman)

791.227 Biografias ficcionadas
An Education (2009, Lone Scherfig)
The Blind Side (2009, John Lee Hancock)
The Young Victoria (2009, Jean-Marc Vallée)
Il divo (2008, Paolo Sorrentino)
Coco avant Chanel  (2009, Anne Fontaine)
Bright Star (2009, Jane Campion)

791.227.1 Baseados em histórias verdadeiras. Filmes inspirados em.
Invictus (2009, Clint Eastwood)

791.228 Animação. Banda desenhada
Up (2009, Pete Docter)
The Princess and the Frog (2009,  Ron Clements, John Musker)
Fantastic Mr. Fox (2009, Wes Anderson)
Coraline (2009, Henry Selick)
The Secret of Kells (2009, Tomm Moore)

791.229.2 Documentários
Burma VJ: Reporter i et lukket land (2008): Anders Ostergaard, Lise Lense-Moller
The Cove (2009): Louie Psihoyos, Fisher Stevens
Food, Inc. (2008): Robert Kenner, Elise Pearlstein
Which Way Home (2009): Rebecca Cammisa

Relacionados

Notações pela tabela CDU completa (BSI)
Para ver as fichas dos filmes nomeados e premiados, carregue aqui!

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    Óscares 2010 e literatura

    Para as bibliotecas os prémios da Academia para 2010 permitem várias possibilidades na ligação entre o cinema e a literatura. Não foi um ano espectacular pois muitos dos filmes possuem argumento original mas existem algumas obras a considerar.

    Fica aqui o destaque aos livros que foram adaptados ao cinema:

    Filme: Precious: Based on the Novel Push by Sapphire
    Sapphire (1950-) Push [pseud. de Ramona Lofton]
    [Óscar: melhor argumento adaptado]

    Filme: The Blind Side
    Michael Lewis (1960-) - The Blind Side: Evolution of a Game

    Filme: An Education
    Lynn Barber (1944-) - An Education (a memoir)



    Filme: Crazy Heart
    Thomas Cobb (?) - Crazy Heart

    Filme: A Single Man
    Christopher Isherwood (1904-1986) - A Single Man (Um homem no singular)

    Filme: Invictus
    John Carlin (1956-) - Playing the Enemy: Nelson Mandela and the Game that Made a Nation



    Filme: The Last Station
    Jay Parini (1948)-) - The Last Station

    Filme: The Lovely Bones
    Alice Sebold (1963) -  The Lovely Bones

    Filme: Julie & Julia
    Julie Powell (1973-) - Julie and Julia: My Year of Cooking Dangerously


    Filme: Harry Potter and the Half-Blood Prince
    J.K. Rowling (1965-) - Harry Potter and the Half-Blood Prince (Harry Potter e o Príncipe Misterioso)

    Filme: Coco avant Chanel
    Edmonde Charles-Roux (1920) - Chanel: her life, her world, and the woman behind the legend she herself created

    Filme: Up in the Air
    Walter Kirn (1963-) - Up in the Air

    Filme: Roald Dahl
    Fantastic Mr. Fox (1916-1990) - Fantastic Mr. Fox

    Filme: Coraline
    Neil Gaiman (1960) - Coraline


    Boas leituras!

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    Óscares: cronologia de um espectáculo

    Grande trabalho do Portal Sapo na promoção dos Óscares 2010, apresentado os melhores momentos das cerimónias anteriores
    "Ao longo de oito décadas de cerimónias dos Óscares, muitos foram os momentos inesquecíveis e os pontos de viragem. De 1929 a 2009, escolhemos alguns dos muitos momentos que fizeram história e que ficaram na memória colectiva, numa cronologia feita de revoluções tecnológicas, cenas comoventes e agradecimentos musicais."


    Outros sites nacionais apresentam igualmente especiais para esta noite. Ver lista em: O mundo por 50 Óscares

    O local de encontro dos cinéfilos nacionais será a  TVI, a partir da 01:30h de Segunda feira mas com a emissão a ter um aquecimento à 01:00h (emissão de 4h 30!)

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    O mundo por 50 Óscares

    São 50 estatuetas a distribuir entre 24 categorias. Não há nada de especial para anunciar ao mundo, não há nenhum filme de borla, acontece todos os anos... mas todos os anos não se fala de outra coisa (até há quem diga que a crise económica vai aumentar a audiência).
    A cerimónia de atribuição dos Óscares de 2010 (ou melhor os Academy Awards, USA 2010)  vai no seu 82º ano e meio mundo vai acompanhar em directo pela TV, média online, etc, etc.

    Carregue aqui para acompanhar: http://oscar.go.com/
    Recursos Web
    Especiais nos média nacionais (com diverso material multimédia e infografias)

    Se algum alguém dia quiser saber como se promove um evento 8este ano até foi adiada para não coincidir com os Jogos Olímpicos de Inverno), como se faz um site de um evento, etc, já sabe onde ir!
    Por exemplo, em termos educativos vale a pena visitar o site: www.oscars.org/education-outreach/medialiteracy/index.html

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    Visão dos professores do Séc. XXI

    Mais do que falar da importância da Web 2.0 e da relevância das tecnologias na aprendizagem, o papel dos professores ganha maior relevância se produzirem conteúdos para a web.


    É preciso a prática: não podemos ficar pela teorização.
    Pensem, planeiem mas façam acontecer.
    Podemos fazer mais! Podemos aprender mais!

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    Pesquisa oculta

    Quando na web se pesquisa por um número de telefone... é isto que "quase" acontece.
    Está em sueco mas dá para perceber!


    Ver ainda a versão actualizada: A bibliotecária secreta do Google - http://bibliotequices.blogspot.com/2010/03/bibliotecaria-secreta-do-google.html

    [ Ler Mais ]

    A bibliotecária secreta do Google

    Afinal o Google tem uma aliada de peso para a suas pesquisas: uma bibliotecária.
    O site www.insideyoursearch.com mostra tudo o que se passa do outro lado do monitor quando você faz uma pesquisa. Existem vários cenários de pesquisa e dá para umas boas gargalhadas.

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    Robot para arquivo de documentos

    Para mim são duas caixas:


    Visto no blogue: http://bsf.org.br/2010/02/26/the-librarian/
    javascript:void(0)

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    Bibliocleptomania ou puro roubo?

    Com tanta editora a querer esvaziar os seus armazéns de livros há quem se dedique a assaltar bibliotecas de forma industrial!

    "Ladrão surripiou 1500 livros de biblioteca no Porto
    Homem de 40 anos foi detido hoje no Porto, suspeito de ter furtado 1500 livros de uma biblioteca de Paços de Ferreira, 800 dos quais já foram vendidos na Internet."
    Jornal Expresso

    "A Polícia Judiciária recuperou hoje mais de 700 livros em casa de um vendedor desempregado que, nos últimos meses, furtou mais de 1500 obras de uma biblioteca pública de Paços de Ferreira. (...)
    Durante as buscas da PJ à residência do suspeito, muitos dos 700 livros já se encontravam embalados para envio postal para ciber-compradores"

    «Por esta actividade ilícita, que durava há cerca de um ano, o rendimento mensal médio do arguido e da companheira seria acrescido de cerca 500 euros, apesar de muitos dos livros serem vendidos por valores inferiores a 5 euros»

    Mas não esteve só: a própria notícia diz ter sido a companheira do detido, funcionária da biblioteca, quem efectivamente "se apropriava dos livros para entrega ao companheiro".

    Afinal até existe mercado para o livro usado!

    A notícia surge de forma mais ou menos semelhante em:

    Pergunta ociosa: será que ninguém desconfiou dos carimbos que os livros apresentavam?!


    Para que conste Bibliocleptomania é um desejo incontrolável ou compulsivo para roubar e/ou possuir livros.
    Neste caso tratou-se apenas de um roubo para venda!

    A ler: Algumas histórias de Bibliocleptómanos

    E apesar de se dizer que não há livros para curar esta doença que tal ler:

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    Descarte, massacres, ebooks e bibliotecas

    A questão foi já aqui falada relativamente a um caso específico mas hoje o assunto volta à ribalta pela Ministra da Cultura.

    A destruição de milhares de livros pelas editoras portuguesas é "um massacre" que deve ser resolvido a curto prazo. Esta é a reacção de Gabriela Canavilhas, ministra da Cultura, que explicou ao i a sua posição perante as notícias de que o Grupo Leya destruiu dezenas de milhares de livros antigos de autores como Jorge de Sena, Vasco Graça Moura ou Eugénio de Andrade. ( Jornal i )
    Para além de se saber que nesse lote "havia de tudo, livros amarelecidos, livros escolares que já não estavam de acordo com o plano nacional, amolgados...", ficamos a saber que autores consagrados não podem ter livros antigos.
    Fica a promessa da Ministra da Cultura:
    o seu ministério irá "fazer tudo o que estiver ao seu alcance para evitar a destruição de livros", nomeadamente estabelecendo parcerias com transportadoras para fazer doações sem que isso represente um custo adicional para as editora. ( Jornal Público )
    O problema não é apenas o facto de se terem destruído livros quando os podiam oferecer via mecenato (e que tal oferecer em Portugal e não pensar apenas em Timor e afins?). Por outro lado percebe-se que existam razões práticas como custos de armazém, de transporte que as empresas privadas não querem suportar.

    Quem está mais atento a outras questões globais também percebe o problema causado pelo excesso de produção documental em papel (quantidade de documentos mas também de títulos) a nível ecológico e de custos na obtenção da matéria prima para o papel.
    Isaías Gomes Teixeira, administrador-delegado da Leya, sublinha este facto afirmando mesmo que não é uma perda total pois "foram destruídos para reciclagem, para obter papel".

    Assim o que aconteceu foi apenas uma 'mui nobre' acção de reciclagem e gestão de stocks com redução de custos. Será que os autores futuros vão receber mais pelo facto das editoras terem agora menos custos.
    Mas, e a questão civilizacional? Como podem as gerações futuras aceder a esses documentos?
    Ficam aqui alguns desses problemas colocados pela prática cega de destruição do que já não vende:
    • Título eliminado é título esgotado e nunca mais reeditado. Assim o seu acesso ficará vedado a gerações futuras.
    • Os autores não podem reeditar os livros pois perderam os direitos de edição. mas a culpa é dos autores: na próxima vez que assinarem um contrato de edição exijam um limite temporal na cedência desses direitos. É uma questão de seguirem a prática na cedência de direitos para adaptação cinematográfica de livros... muitos autores nem 5 anos dão para tal!
    • A edição electrónica pelos autores está limitada pois os contratos mais recentes garantem logo todos os tipos de edição. Ora as editoras portuguesas, que até ignoram os livros digitais, já acharam que o livro não se ia vender em papel!

    Importa então juntar ao conceito de "direitos de autor", o conceito de "direitos de edição". E nenhum direito deve ser cedido sem limitação temporal! Será que as sociedades de protecção dos direitos dos autores se vão preocupar com isto ou estão apenas preocupadas com cópias ilegais?

    Pode-se dizer que, felizmente, ainda existem bibliotecas! Será então útil perceber que a sua existência, manutenção, actualização, recursos humanos e condições físicas é também uma questão civilizacional.

    Alguns alertas:
    • O problema do descarte também existe em bibliotecas públicas! O espaço é limitado (muitas vezes em zonas nobres das cidades) e a necessidade de terem muitos leitores activos contribui para a tendência de se aproximarem do modelo de funcionamento das livrarias ignorando uma das suas funções de arquivo de conhecimento.
    • As bibliotecas escolares lutam contra a necessidade de espaços para salas de aulas e são normalmente sub-dimensionadas não se perspectivando uma capacidade de armazenamento documental que permita integrar as actualizações futuras.
    • O custo do transporte é o principal problema na oferta de livros. A "Book Aid International" até já só aceita livros novos: www.bookaid.org/cms.cgi/site/getinvolved/books.htm
    • Não existe um mercado de livros usados (não falo apenas de feiras) nem a disponibilidade para tal da parte dos leitores. Ver www.reuze.co.uk/books.shtml
    Pergunta ociosa: alguém ouviu falar das vantagens dos e-books?!

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    Fisher-Price iXL [leitores digitais]

    Leitor de ebooks para crianças dos 3 aos 6 anos: "iXL" da Fisher-Price. É um iPad para o infantário:
    Com imagens, músicas, jogos e livros animados, chegará ente verão a uma loja perto de si!

    Fonte:
    www.engadget.com/2010/02/15/fisher-price-ixl-is-a-tweener-that-no-kid-needs-convincing-of/

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    404: página (não) encontrada

    Quando se anda pela web e se seguem links muitas vezes vamos parar a becos sm saída (ou páginas não encontradas) que se identificam pelo código de resposta do servidor com o número 404.

    Claro está que os webmaster aproveitam para estilizarem essas páginas e colocarem indicações para voltarem ao site principal... acabando por ser um óptimo local para aplicar alguns elementos criativos fazer com que os utilizadores sorriam e tentem novamente.
    Já calculam como é fácil ser criativo no aspecto de uma página 404 do site de uma biblioteca!

    Podem verificar carregando em: Chelmsford Public Library (Boston, EUA) - www.chelmsfordlibrary.org/dfssd

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    Tudo à borla

    A BD Nancy é publicada desde 1922 em jornais. Autor inicial: Ernie Bushmiller.
    Saiba mais sobre esta BD aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/Nancy_%28comics%29

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    Alice no país das Maravilhas [Filme]

    Tim Burton, Disney e muita fantasia resultam em Alice in Wonderland. Alice agora com 19 anos regressa ao país das Maravilhas, mas em que ela própria não se lembra de quando ali estivera 10 anos antes. A rainha vermelha é que tomou conta do trono e não colhe as simpatias do reino!
    Esta adaptação do clássico de Lewis Carroll (pseudónimo de Charles Lutwidge Dodgson) contribui para o estatuto de ser uma das obras mais adaptadas a cinema TV e teatro. Ao mesmo tempo marca mais uma tentativa na actualização de obras identificadas como sendo para um público infantil procurando atingir um público mais alargado... ou talvez porque nunca tenham sido realmente obras para público infantil. E é mais uma sessão de bom cinema a 3D acompanhado de boa música.

    The Mad Hatter: There is a place. Like no place on Earth. A land full of wonder, mystery, and danger! Some say to survive it you need to be as mad as a hatter.
    The Mad Hatter: [picks up his hat] Which luckily I am.  
    O site oficial merece uma visita:
     Trailer:


    E agora só para bibliotecários: na sua biblioteca onde é que arruma o livro de Lewis Carroll "Alice no País das Maravilhas"?
    A- Obras para crianças e jovens => 087.5
    B- Literatura infanto-juvenil => 82-93
    C- Literatura de Fantasia => 82-312.9
    D- Literatura Inglesa do Século XIX  => 821.111"18"
    E- Outro = ?

    E qual será a melhor opção para os seus leitores? Para pensar enquanto vê o filme... e pensa no local onde vai arrumar o DVD do filme daqui a uns meses!

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    Descarte segundo a Bertrand

    Artigo no Público: Maria Teresa Horta acusa Bertrand de censura http://publico.pt/1424469
    «Maria Teresa Horta acusou hoje a Bertrand Editora de ter censurado o seu romance “A paixão segundo Constança H.” ao ter destruído 500 exemplares do livro, depois de ter sido anunciado que este estava esgotado.(...)
    Eduardo Boavida, da Bertrand Editora, rejeita que tenha havido uma violação dos direitos da escritora. Contactado pelo PÚBLICO, fez saber que foi enviada à Sociedade Portuguesa de Autores (SAP), uma carta, em 2007, onde se informaria a escritora da intenção de destruir os livros e se perguntava se ela pretendia adquiri-los. Aparentemente não houve resposta, acrescentou Boavida, sem adiantar mais pormenores»


    Pergunta ociosa: não era mais útil oferecerem esses livros a bibliotecas escolares?
    Claro que não seria numa altura próxima da edição pois as bibliotecas também são consumidoras (e os maiores ou únicos em muitos casos!). Mas após algum tempo quem não comprou, por não ter os recursos necessários para tanta edição em Portugal, agradecia umas ofertas. E quem sabe até se poderiam ganhar mais alguns leitores para determinados autores que posteriormente seriam novos consumidores.

    Por estas e por outras, um dia, os autores vão perceber que não podem vender os seus direitos de publicação da obra por um tempo infinito!

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    Ikea: biblioteca de praia

    Como parte das comemorações de 30 anos da IKEA, a loja decidiu colocar 30 modelos da sua mais famosa estante de livros, chamada Billy, nas areias da praia de Bondi, em Sydney/Australia

    Fontes e mais fotos:

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    Leia em papel: sai mais barato!

    A "nova" colecção da Porto Editora de resumos de obras literárias para telemóveis vem mostrar os erros da edição de e-books em Portugal. Sendo que o maior erro é a quase inexistência pelo que esta iniciativa deve merecer a nossa atenção.

    No caso desta colecção, as mesmas obras estão disponíveis em papel há muito tempo e com assinalável sucesso comercial pois em 64 páginas resume-se a obra de leitura "supostamente" obrigatória no ensino secundário e se fica com um conhecimento superficial da mesma. Infelizmente é assim que muitos alunos se preparam para os exames nacionais do 12º ano de Português!
    Com este cenário é fácil perceber que os baixos custos de produção da obra estão há muito cobertos, constituindo apenas um produto que contribui para o merecido lucro da empresa pela sua ideia (e naturalmente dos autores pelo seu trabalho).
    Surge assim como um produto ideal para testar estratégias de edição digital já que as perdas por más opções não representariam custos insuportáveis nem afectariam a sobrevivência dos autores (argumentos falaciosos que já todos ouvimos sobre a publicação de livros digitais).

    A nova versão desta colecção em formato digital, reformata os textos para os novos suportes e vem agora acompanhada de narração áudio (2 horas).
    A surpresa? O elevado número de erros estratégicos! Vejamos algumas:

    • E-books exclusivamente orientados para o mercado dos telemóveis mas só da Apple. E os outros leitores não Apple (é compatível com iPod Touch e iPad)? E os computadores?
      Percebe-se que o mercado alvo são os alunos do 12º ano, mas acreditam que todos têm Apple iPhone? É que nos outros tipos de telemóvel os problemas colocados pela Porto Editora são caricatos.
    • A versão para telemóveis Nokia (disponível apenas para alguns) corre em sistema Java. Mas alguém ainda anda na pré-história dos e-books?! E por simples 2 euros (cobrados por SMS) consegue aceder a todo o livro ... durante longos 7 dias. Logo os alunos do 12º ano só o vão poder utilizar na semana antes do exame e não ao longo do ano. E repetir o exame vai sair caro! Absolutamente impressionante!
    • E as outras marcas de telemóveis "inteligentes"? Não digam que não conhecem?
    • Preço mais elevado na versão digital: papel a 4,90€ (3,92€ promoção) mas digital a 4,99€. Como dizem os norte-americanos, WTF?
    • Não existência de uma versão digital sem áudio! Quem não pretenda ouvir tem na mesma de pagar mais 1€ do que se comprasse em papel! É claro que não é nada de novo pois já estamos habituados a estas tácticas "fórmula melhorada" do mercado: adicionar características não necessariamente desejadas pelo utilizador para poder re-empacotar e encarecer o produto!

    Um produto destes não pode ter um preço acima dos 99 cêntimos (aprendam com a loja de música da Apple iTunes, por favor!) e tem de estar disponível para todos os leitores digitais. 
    Mas acima de tudo importa defender um princípio: quem compra tem de ser dono do produto, não pode apenas alugar o conteúdo pelo preço da compra!

    Mesmo na simples questão de preços a proposta é totalmente descabida de sentido. Vejamos o caso do resumo da obra de Luís de Sttau Monteiro, "Felizmente Há Luar!".

    A versão em papel: 4,90€ (3,92€ em promoção no site da Porto Editora)

    A versão digital para iPhon: 4,99€

    A versão digital para outros telemóveis: 2€ (mas apenas por 7 dias)

    Depois disto tudo só resta dizer: boa sorte para este modelo de distribuição de conteúdos!
    Como exemplo de estratégia no mercado dos ebooks fica a certeza que em Portugal ainda existe muito caminho a percorrer.

    Nota curiosa: a obra original (a peça de teatro e não o resumo) foi publicada em 1961 e está à venda na Fnac por uns parcos 12.90€ ! Alguém acha que é o preço adequado a uma obra destas, com esta idade e capacidade de vendas por ser obra de leitura obrigatória no ensino secundário?
    Como termo de comparação a obra que lidera o top de vendas da Fnac é uma obra recente por 15.75€, com os quais os leitores levam para casa as 400 páginas de "O Braço Esquerdo de Deus" de Paul Hoffman e ainda com oferta T-Shirt!!

    Realmente, consumidor paga tudo, até as "pseudo" novidades. Com esta estratégia é melhor continuar a ler em papel!

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