Vera Roquete: nascida no bookcrossing?

Entrevista de Vera Roquete ao jornal i em 12 de Julho de 2011, cara conhecida dos ecrãs de TV e que está a fazer carreira como escritora. Uma entrevista interessante de que deixo aqui alguns excertos com destaque para o bookcrosing informal que marca a divulgação da sua obra e a ligação às escolas e importância do PNL na promoção da própria afirmação dos escritores.

«Depois de "O Senhor da Lua", de "A Dona Ervilha Corre Mundo" e do recente "Zas Tras Pas Zuca Maluca", que conquistaram o público infantil e o Plano Nacional de Leitura, terminou este mês um livro para adultos, a sair em Setembro.

De onde vem essa ideia de escrever para crianças?
Não sei. Adoro crianças; não tenho filhos e não tenho desgosto nenhum por não ter filhos. Não me veria em casa só confinada aos filhos e ao marido. É horrível dizer isto, mas não. Há mulheres com essa missão. Mas adoro crianças. Outro dia estive num colégio público muito especial, o Belavista de Santa Iria da Azóia, extraordinário, com mulheres fantásticas a trabalhar lá. Vim cheiíssima. Quando temos estas acções geralmente vamos comer fora. Não fomos. Comi no gabinete da directora a comida dos miúdos, massa com peixe e um bocadinho de coentros.

Como são essas viagens pelo país a promover os livros?
É muito cansativo. Vinguei no meu livro porque o meu marido me ajudou muito.
Com o primeiro livro nem sabia como as coisas aconteciam, depois percebi que era pelas escolas. Deixei um livro caído num hotel e uma empregada deu ao filho e apresentou numa escola e foi assim. Isto passa-se em Fátima. A partir daqui foi uma bola de neve.
Agora já tenho vendedoras, mas fiz muito por mim, com o meu marido a guiar. Íamos para tudo quanto é sítio e comecei a vender.
Com certeza haverá escritores mil vezes melhores que eu, mas além de escritora, e disseram-me isto na Leya e na Salamandra, há uma componente que já tinha no "Agora Escolha".

A comunicação?
E a empatia com as pessoas. Podia falar muito bem e as crianças rejeitarem-me

E um deles passou a integrar o Plano Nacional de Leitura.
Sim, "O Senhor da Lua", que já vai na segunda edição. Soube da novidade há dias. Ainda estou assim meio a pairar. As minhas histórias são sobretudo para a faixa dos 4 aos 12, mas abrangem muito mais idades. Agora o meu sonho é mandá-los para o Brasil. E bem posso dizer que o PNL é o meu novo partido