Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Leitores e mediadores: direitos e proibições

Nesta Semana da Leitura 2007 vim buscar a Daniel Pennac os célebres direitos do leitor, mas igualmente as proibições aos professores envolvidos na dinamização da leitura:
«O que afasta uma criança ou um adolescente da leitura de um livro, não é só a televisão, o mundo fascinante dos jogos de vídeo, dos computadores, das compras, dos lanches no Mac Donald’s...
O que afasta um leitor dos livros é quando o livro deixa de ser vivo - quando se perde a narração feita ao pé da cama, na hora de dormir, na infância e se passa à obrigação da “ficha de leitura”, obrigatória para o “bom cumprimento do programa escolar”.
Ler não é verbo que suporte o imperativo. Aversão que partilha com alguns outros verbos: o verbo amar, o verbo sonhar...
Bem é sempre possível tentar, é claro...vamos lá:
Ame!
Sonhe!
Leia!
Resultado? Nulo.
Uma só condição para se reconciliar com a leitura: não pedir nada em troca. Absolutamente nada.» (Pennac, Daniel, 1988. Como um Romance)Proibições aos mediadores de leitura:
não erguer ne…

Embustes literários

Classificar livros como sendo biografias [CDU 929] não deixa de ser um acto de confiança cada vez mais difícil de apresentar... pois "parece" que os autores têm tendência para embelezar a sua vida. Por vezes os factos são tão alterados que acabamos por estar na presença de obras de ficção [CDU 82-3].
Se já se escreveu um "Dicionário dos lugares imaginários" (Alberto Manguel e Gianni Guadalupi) ou um "Livro dos seres imaginários" (Jorge Luis Borges), também já se escreveu muita coisa relativo a 'factos' imaginados.
O último caso a ter relevo na imprensa já é do ano passado, ligada a James Frey autor de "A Million Little Pieces" que afinal tinha muito de mentira na sua biografia.
Mas não deixa de estar em boa companhia, o embuste literário sempre foi muito bem conceituado, desde as obras até aos próprios autores que por vezes também são ficções... e não estou a falar dos heterónimos e muito menos dos pseudónimos!

Para recordar, os embustes lit…

1 ponto por ano

Este ano de 2007 marca os 10 anos do projecto Rede de Bibliotecas Escolares, actualmente responsável pela transformação de espaços e práticas em bibliotecas escolares de 1756 escolas.
O ano de 2007 foi igualmente dedicado à formação de docentes em biblioteconomia e em TIC, consideradas as áreas prioritárias para este ano civil.
Neste ano lectivo foi ainda implementado o Plano Nacional de Leitura com um investimento considerável em obras para leitura nas escolas em que a biblioteca desempenha um pape fundamental na utilização desses recursos e na criação de actividades de promoção de leitura.

As biblioteca são consideradas um elemento fundamental para o sucesso escolar. As bibliotecas escolares são coordenadas por um docente a tempo parcial (8 a 11 horas por semana) que se rodeia de uma equipa de trabalho, constituída normalmente por dois ou três docentes e um funcionário.
Nestes últimos anos essa equipa tem vindo a diminuir em quantidade e em número de horas (actualmente esses docentes …

Contas de sumir

Este fim-de-semana foi marcado, entre os docentes, pela análise da proposta de decreto lei para regulamentação do 1º concurso de acesso à carreira de professor titular.

Um enquadramento pessoal: não serei opositor a concurso pois ainda me faltam dois ou três anos para isso, mas sei pensar pela minha cabeça.
Sempre afirmei: o que conta não é o Estatuto da Carreira Docente (ECD), são os seus regulamentos. E começam agora a aparecer. Melhorou? Claro que não, só está a piorar.
Mas agora já os meios de comunicação foram inundados com afirmações negativas sobre a carreira docente, esses "malandros que faltam por tudo e por nada" e que "não querem ser avaliados". Um conjunto de argumentadores mediáticos já falou sobre o que não sabia (afinal todos passámos pela escola pelo que estaremos habilitados a falar sobre educação).
Agora, e até final de Julho (ou Setembro que nunca se pode garantir que as normas saiam antes de serem necessárias), irão sair um conjunto de regulamentos …

Revista RBBD

"Está disponível para consulta o no.2 de 2006 da Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação - RBBD da FEBAB, que traz aos seus leitores um conjunto de artigos que busca ressaltar um paradigma emergente no contexto brasileiro - Competência em Informação." Artigos:
1. Pertinencia del término “alfabetización en información” en el contexto de la bibliotecología latinoamericana1 y sus implicaciones en la educación superior
2. Competência informacional no brasil: um estudo bibliográfico no período de 2001 a 2005
3. Políticas de formação para a competência informacional: o papel das universidades
4. A escolarização da competência informacional
5. O uso de mapas conceituais e mentais como tecnologia de apoio à gestão da informação e da comunicação: uma área interdisciplinar da competência em informação

O sexo dos leitores

Acha que os leitores não têm sexo? Ou que a literatura não tem sexo? Já não pensa o mesmo de um filme pois não? Pois olhe que os leitores e a literatura também têm sexo.
Os escritores sabem disso (escrevem sempre para um público específico) e parece que só os bibliotecários e professores o preferem ignorar (em nome do politicamente correcto da igualdade dos sexos ou ainda por estarem muito ligados a uma imagem negativa do ensino em salas separadas).
Mas a questão é mais profunda, está ligada aos gostos de leitura dos adolescentes, onde se verificam tendências e gostos relativamente aos géneros literários que se podem dividir por sexos.
Se queremos aumentar os índices de leitura, não podemos pensar que é tudo igual só por acharmos que devia ser tudo igual para que a vida social fosse melhor. Ou de como a realidade pode não ser politicamente correcta.
E você pode andar a aumentar problemas por ignorar esta questão! O seu trabalho de casa é começar a estudar as estatísticas da biblioteca po…