Top 2006

Todos os meses de Janeiro se fazem listas com os melhores de 2006, por isso aqui ficam algumas respeitáveis (normalmente dos EUA):

Livros

Ciência

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Nebula Award 2007


Os prémios Nebula (ficção científica) promovidos pela Science Fiction and Fantasy Writers of America (SFWA) desde 1965, já apresentaram os pré-candidatos às nomeações.
O fim-de-semana semana dos Nebula Awards 2007 decorre de 11 a 13 de Maio em Nova York, EUA, onde será destacado como Grand Master o escritor
James Gunn.
No site da Fictionwise, onde encontra sempre livros interessantes, estão já disponíveis alguns e-livros para download (gratuito):
  • Delia Sherman - Walpurgis Afternoon
  • M. Rickert - Journey into the Kingdom

Se a sua biblioteca não tem livros de ficção científica... é uma falha pois a literatura não é só ficção (romance)! Existem diferentes tipos de leitores e os leitores de literatura de Ficção Científica e de Fantasia (já agora de Horror para completar o grupo da Literatura do Fantástico) merecem a sua atenção.

Links interessantes sobre ficção científica:

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BiblioFetiche

(...ou como ler é sexy!)

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Deixam-nas ler BD e depois...

É sempre um tema polémico falar das questões de género na literatura, mas desta vez encontrei um blogue escrito por uma mulher sobre banda desenhada e a forma como as mulheres são representadas: Girls Read Comics (And They're Pissed) por Karen Healey.
I represent myself, not all women, all feminists, all feminist comic books fans,
or all feminist superhero comic book fans

Bons textos e boas imagens. E as mulheres na BD? O argumento é conhecido, mas neste caso são apresentadas imagens para o comprovar (neste momento os homens deixaram de ler este tópico e já estão a ver as imagens!).
Karen Heley defende que as mulheres são sempre representadas na BD (não infantil) como objectos sexuais, corpos esculturais, normalmente louras, e sempre como muleta do homem a quem cabe o papel de herói. As imagens são decalcadas umas das outras, não existe diversidade.
Por outro lado é sempre mais fácil representar mulheres sex-symbol do que mulheres agressivas e horrorosas. Os homens agradecem!
Não deixem de ler um ataque de estimação, mostrando como Greg Land não consegue manter igual o penteado, os lábios ou o formato dos olhos de uma mulher ao longo da história.


Deixam as miúdas ler BD e depois é isto!

Só tenho um argumento em favor dos desenhistas... nem sempre as miúdas da BD são louras e cara de boneca... também as há morenas!
Outras entradas a ler/ver

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Manifesto bibliotecário 2.0

O manifesto do Bibliotecário 2.0 foi apresentado por Laura Cohen em Novembro de 2006 e tem dado muito que falar no meio. Mais um credo que um manifesto, mas vale a pena reler.
Como encontrei agora o vídeo no YouTube ... deixo aqui o manifesto em vídeo... já que é 2.0 divulguemos ao estilo 2.0 !!

Outros links a consultar:
Actualização:
Vídeo em Português: http://br.youtube.com/watch?v=Yj1p0A8DMrE
Texto em Português: http://bib20.janjos.com/2007/01/manifesto_doa_bibliotecrioa_20.php

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Semana da Leitura 2007


Entre várias iniciativas do Plano Nacional de Leitura para os próximos tempos, como o são o Concurso Nacional de Leitura e o Concurso SAPO CHALLENGE / LER+ temos agora o lançamento da iniciativa "Semana da Leitura 2007" que irá decorrer de 5 a 9 de Março nas escolas portuguesas.
«Esta iniciativa destina-se a celebrar e incentivar o prazer de ler, com múltiplas actividades festivas que promovam a leitura e o encontro entre os livros e os seus leitores, em contexto de sala de aula, nas bibliotecas escolares, nas bibliotecas públicas e em outros espaços que se disponham a colaborar.
A Comissão do Plano Nacional de Leitura, em parceria com a Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), com a Associação dos Profissionais de Educação de Infância (APEI) e com a Associação dos Professores de Português (APP) vem propor a todas as escolas, bibliotecas, e também às famílias de crianças e jovens em idade escolar e a todos os que gostam de ler, que participem na Semana da Leitura 2007 e contribuam para que tenha a mais ampla divulgação.
Contamos que a vossa escola participe organizando actividades, num dos dias ou em vários dias da Semana da Leitura.
Solicitamos que nos comuniquem a vossa adesão e preencham, se possível até 15 de Fevereiro, a Ficha de Inscrição, disponível no site do Plano Nacional de Leitura a partir de 1 de Fevereiro.»
Estão já disponíveis algumas sugestões de actividades.

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Sapo Challenge


O concurso SAPO CHALLENGE / LER+ tem este ano mais uma edição, agora integrado no Plano Nacional de Leitura e já está em curso com a sua primeira fase a decorrer até 2 de Fevereiro. A partir de 5 de Fevereiro até 5 de Março os alunos, organizados em clãs, começam a criar um blog multimedia, com videos, fotos e sons. Com desafios semanais a imaginação e criatividade serão determinantes.
As dez melhores equipas da 2ª fase vão jogar a finalíssima num programa de televisão na RTP, e a grande vencedora viaja até aos Estados Unidos. E ainda transformam a sua Escola numa das 10 Escolas do Futuro.
Para acompanhar o concurso ou inscrever-se (há prémios em cada fase) visite a turma sapo http://turma.sapo.pt/challenge

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Tudo a ler no Continente


A campanha dos supermercados Continente "Tudo a Ler" já apurou as escolas vencedoras. Logo que as listagens sejam colocadas online daremos notícia!

Esta campanha decorreu de 25 de Setembro a 31 de Dezembro ajudar a equipar as bibliotecas escolares com livros e contribuir para o desenvolvimento dos hábitos de leitura entre as crianças.
Cada escola vencedora (1º e 2º ciclo) irá receber 500 livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura do Ministério da Educação.

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Digitalizar a diversidade cultural

Uma entrevista do Jornal argentino "La Nacion" a Jean-Noël Jeanneney presidente da Biblioteca Nacional de França, sobre o Google Book Search e a cultura.
Disponível em www.lanacion.com.ar/cultura/nota.asp?nota_id=875848

A entrevista aparece muito equilibrada, aponta pontos positivos e negativos da entrada do Google no mercado da digitalização de documentos e sua disponibilização online, e o assinalar de que a grande questão não são os direitos de autor dos editores (que existem, é um facto), mas sim as questões de identidade nacional e cultural, ou melhor a possibilidade de sobrevivência de culturas a partir do momento em que o acesso aos documentos (e falamos agora em livros, mas lá virá o tempo do audiovisual) seja feito prioritariamente numa língua.
Em que medida será possível sobreviverem pontos de vista culturais diversificados se as pesquisas em documentos online apenas apresentarem pontos de vista de uma determinada cultura? Ou parafraseando o entrevistado, não gostaria de ver a batalha
Aljubarrota contada apenas em artigos de autores espanhóis... ou muito menos por japoneses.
A defesa de pontos de vista diferenciados não reside no bloqueio de uma visão mas sim na valorização de outros pontos de vista. Para que o
Google Book Search ou o Live Search Book (cultura anglo-americana) não domine, é necessário valorizar outros pontos de vista, outros conceitos e outros documentos.
É assim que se deve entender o projecto de contra-ataque da Comunidade Europeia com a Biblioteca Europeia, destinada a disponibilizar online documentos das bibliotecas nacionais europeias em diversas línguas. Mais que uma discussão de direitos de autor, temos uma discussão de direitos de existência de culturas.

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Dirigindo a biblioteca

Para um momento de lazer, ler o artigo de Fernando Modesto intitulado Dirigindo a biblioteca onde de forma humorada e criativa se integram marcas de automóveis no texto.
Se ler o texto com sotaque brasileiro vai ver que se ri ainda mais.

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Conversa de catalogadores

Porque há coisas que são sempre úteis saber
para manter o nível de uma conversa:

Retirado do blogue
La Imagen Social del Bibliotecario
em relação a uma telenovela novela local (Mujeres asesinas)
Aproveitando a onda (!), sairam na semana passada duas informações técnicas (IT) da Rede Porbase para catalogadores.
- A IT nº 3/2006 é sobre o subcampo 200 $f. Refere-se a registos de documentos sem autoridade principal, em que é sempre necessário preencher o 200 $f com uma primeira autoridade (quando não for uma autoridade principal - autor - deve ser antecedida da sigla da função). Estas autoridades promovidas a "primeira" por ausência de autor continuarão a ser recuperadas no 702. Citando:

A sequência dos subcampos deve respeitar a sequência da pontuação ISBD, ou seja,
mesmo não existindo uma menção de responsabilidade principal mas apenas a
responsabilidade secundária, esta deve ser descrita em $f da seguinte
forma

200 1# $a Flores tropicais $f trad. Joana Melo $g introd. Luis Morais

Significa que nunca poderá existir um 200$g sem que exista um 200$f,
embora a recuperação destas autorias no bloco 7 – Responsabilidade intelectual
seja feita no campo 702 com o código de função


- A IT nº 4/2006 é sobre o campo 801: nada de novo a não ser mandar preencher aqueles que não o preenchiam...!

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Lançamento do livro

Um jogo criado pela biblioteca pública de Madrid para ou melhor para os utilizadores da biblioteca: El Lanzamiento. O objectivo do jogo é colocar quatro livros nos carros de recolha de livros com as cores correspondentes!
Um jogo simples, fácil de jogar e um desafio interessante, com cálculo de inclinações e foça de lançamento (é só carregar com o rato e arrastar!)
Eu cá alcancei 868 pontos à primeira tentativa e depois de compreender a técnica passei logo para 3087 pontos (3 livros no alvo e um disparate de força...!)

Atenção: só para profissionais, não tente isto numa biblioteca!

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Bibliotecas de emergência

[EUA] As bibliotecas vão tendo novas utilizações e funções como apresenta o artigo de Ellen Perlman - Critical Connectors . As bibliotecas aparecem como o local ideal para viver durante uma emergência, pois tornam-se centros de informação em caso de emergência e abrigo porque são edifícios sólidos.
Crescem ainda as funções de apoio ao e-governo como o são o apoio ao preenchimento de documentos como declarações fiscais.
No entanto o apoio financeiro às bibliotecas ou a formação dos seus profissionais não teve investimento correspondente.

"They don’t pilot boats down hurricane-flooded streets or pull people from second-story windows. Nor do they wear uniforms, carry firearms or direct emergency vehicles. But library employees have been first responders nevertheless. People in coastal states who lost their homes to the wind and water of hurricanes Katrina and Rita flocked to public computers housed in libraries. They filed insurance claims, connected with the Federal Emergency Management Agency, contacted family members and found out via the Internet what was happening in the communities they’d had to flee"

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Que parte do Sssshhhhhiu é que não entendem?

Uma questão que tem vindo a correr nos blogues de alguns técnicos de bibliotecas prende-se com a existência de jovens nas bibliotecas sem qualquer interesse em estarem lá. As bibliotecas têm vindo a ser transformadas, pelos pais, em centros de acolhimento de jovens, um local considerado seguro para os deixar enquanto vão às compras ou para aguardarem, depois das aulas, que os pais os possam levar para casa.
Afinal de contas é um local ideial para o efeito: as bibliotecas possuem recursos pedagogicamente interessantes, são ambientes agradáveis e controlados, têm adultos a vigiarem os espaços e muitas vezes segurança acrescida: diminui assim o medo de terem os filhos a andarem pelas ruas depois das aulas. Os bibliotecários até os gostam de ter por lá, tornam as bibliotecas mais vivas e alegres e permitem trabalhar hábitos de leitura.
O problema está quando esses mesmos jovens não apreciam tudo o que têm ao seu dispor. O espaço de cultura começou por se transformar num espaço de recreio e rapidamente acabou num espaço de confronto. Confusões entre grupos, falta de higiene, destruição de recursos e espaços, desrespeito para com os trabalhadores da biblioteca e para com os outros utilizadores, criaram situações de choque entre os utilizadores da biblioteca.
O mesmo já aconteceu com crianças (e para não se dizer que isso são coisas dos EUA veja-se este artigo do
Brunei onde crianças com dois anos são deixadas pelos pais na biblioteca, sendo depois os bibliotecários que os têm de levar à casa de banho, medicar ou alimentar).
Os protestos dos bibliotecários perante as hierarquias caíram em saco roto, sendo que os pais inverteram o problema reclamando sobre a falta de acompanhamento adequado às crianças e da má vontade ou falta de sensibilidade dos bibliotecários para com as necessidades dos jovens. Afinal coisas já ouvidas pelos profissionais das escolas: os pais e a educação dos filhos nunca entram nas equações!
E apesar dos bibliotecários não terem sido contratados para serem amas-secas de jovens grandes demais para obedecerem a figuras de autoridade, acabaram por criar estratégias alternativas para ocupação de tempos livres desses jovens. Mas a situação não melhorou e as bibliotecas começaram a reagir: a presença de jovens sem acompanhamento de adultos deixou de ser bem vinda.

Numa ida à biblioteca pública de Lepe em Espanha encontrei um aviso, que está na foto deste artigo, na sala especial para jovens: "La biblioteca no es una guardería". De realçar que e a sala de jovens estava muito bem elaborada, com muitos documentos nas estantes, decorações e exposição de trabalhos de miúdos expostos pelas paredes. Na altura fiquei a pensar que o aviso não estava ali por piada.
Agora, num artigo do jornal
New York Times, a questão do comportamento adolescente nas bibliotecas públicas vem em letra de imprensa, a partir de um caso ocorrido na biblioteca pública de Maplewood, N.J., EUA, que tem tido inúmeros problemas de comportamento com jovens nomeadamente questões de higiene e de obediência a regras.
Os problemas em Maplewood têm sido uma constante nos últimos anos e ocorrem quando os jovens, depois de terminarem as aulas, ficam na biblioteca à espera que os pais os venham buscar. Chamar a polícia para resolver os problemas tornou-se uma rotina diária mas agora a solução assumiu uma forma radical: fechar as portas à tarde, por altura do final das aulas. Os utilizadores adultos é que acabam por ser igualmente afectados e não tem deixado de protestar: veja os comentários dos residentes. A municipalidade interviu e suspendou a ordem.
Soluções como esta ainda não começaram a ser tão usuais nas bibliotecas dos EUA, mas vão existindo por todo o lado estratégias de defesa das bibliotecas. É a velha questão: "What part of “Shh!” don’t you understand?".
A consciência dos pais é fundamental, e uma das mães no artigo do NYT afirma de que depois de ter visto os problemas no local, se tornou numa “shush mommy” ou uma “mãe que manda calar”.
Para os jovens é um problema acrescido pois não podem utilizar a biblioteca, especialmente depois de terminarem as aulas (2 ou 3 da tarde), e não têm para onde ir: não os querem na escola, não os querem na biblioteca e não os querem em casa. O que fazem?
Pelo menos em Portugal, e especialmente ao fim de semana, os pais sempre os levam para os centros comerciais!

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Prateleira portuguesa na biblioteca Gutenberg

O «Projecto Gutenberg» (PG), está agora disponível com página em português, disponibilizando 70 obras em língua portuguesa mas que até ao final de 2007 deverão ultrapassar as 110. Não são muitos, é certo, e a maioria até já estava no catálogo geral, mas ficamos com um acesso mas organizado, é a nossa prateleira na biblioteca a caminho de ser uma estante. Os livros são colocados especialmente pela Biblioteca Nacional e agora falta a simpatia de alguns editores relativamente a obras antigas que nem pensam reeditar.

O endereço: www.gutenberg.org/wiki/PT_Principal depois é só carregar, do lado direito, em "Obras disponíveis até ontem"

Os livros podem ser lidos em leitores de bolso (formato Plucker) ou no seu computador (utilize o formato txt ou html). Para que a leitura em computador seja uma experiência mais agradável, instale o programa
yBook (um emulador de livros em papel) gratuito e em português.
Vai ver como é muito mais interessante a leitura no computador, especialmente de livros não paginados como os do projecto Gutenberg (ou outros em formato html). Até pode deixar de visitar o site, pois o programa faz tudo por si: vai ao catálogo, pesquisa e faz o download do seu livro. Um aviso... faça o download das entradas do catálogo completo quando tiver tempo, pois são muitos registos e leva algum tempo (o meu tinha ontem mais de 35 mil entradas)

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Diana Mendonça em entrevista

Leia a entrevista a Diana Mendonça autora dos livros “Receitas de Ópera” e “Receitas de Contos de Fadas de Hans Christian Andersen”. Acabado de sair está o romance “Espero por ti em Paris”, escrito a meias com David Marle.
Como curiosidade as fotas foram tiradas na Biblioteca Municipal de Cascais. E que melhor sítio para fotografar um escritor senão numa biblioteca? Que seja uma moda para 2007!

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Um livro por mês

Um livro de literatura por mês não é pedir muito pois não? Mas já sabem "aqueles que trabalham naquilo com que os outros se divertem" acabam por nem ter tempo para a diversão! ode ser um livro pequeno, mas não vale fazer batota, os livros técnicos não contam... são mesmo trabalho! Por isso só para a semana escolherei o meu livro de Janeiro, agora tenho muitas páginas para ler em livros de metodologia e de educação!

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