Computadores a tiracolo

Computadores para as massas escolares, mas... quem paga a internet, quem paga a electricidade, quem paga as actualizações, quem paga os arranjos, quem paga a manutenção, quem faz as configurações nas salas de aulas?

E acima de tudo, quem faz e fornece os conteúdos, quem organiza a informação, quem torna realmente útil a informática.

A falta de computadores é um problema. Mas a sua existência não resolve os problemas do ensino.

Em tempos alguém pensou que um televisor poderia substituir os professores e criou-se a Tele-Escola. E dela ficaram as cassetes. Mudam as tecnologias, mudam os sonhos. Na era da informática a ilusão é colocar o computador em todo o lado.
O computador tende para a mudança do modelo de ensino, mas não vai substituir a escola... nem as bibliotecas escolares.
No entanto as bibliotecas (e as escolas) não podem apenas assobiar para o lado enumerando os problemas tecnológicos: têm de encontrar soluções, têm de se regenerar.
É é nos produtos e conteúdos informacionais que se podem regenerar e fornecer matéria prima ao mundo de informática a tiracolo em que se pode ver o ensino a entrar.
Porque o papel substituiu o papiro, mas as bibliotecas continuaram a existir! A mudança é hoje diferente, mas não deixa de ser mais uma mudança e possibilidade de recriação das próprias bibliotecas.