Portal das escolas: PTE avança para conteúdos

Apresentação do Portal das Escolas.
É a entrada em acção do 2 domínio do PTE: os conteúdos.
"O Portal das Escolas destina-se a toda a comunidade educativa pré-escolar e dos ensinos básico e secundário. Neste sítio é possível encontrar informação pertinente sobre os estabelecimentos escolares e respectivas comunidades educativas, notícias e eventos de educação, assim como um repositório com vários recursos educativos digitais, nomeadamente textos, imagens, vídeos ou músicas.
Neste âmbito e visando a constituição da maior rede colaborativa em linha da educação em Portugal, as escolas e os docentes serão também convocados como produtores de conteúdos, fomentando-se a produção, a partilha e a utilização de conteúdos digitais pela comunidade docente
" (22-06-2009)


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Forum RBE: PTE e escolas digitais

No fórum RBE, com o lançamento do portal das escolas e com a fase de conteúdos do PTE a chegar às escolas, uma intervenção aguardada pelos mais ligados às tecnologias foi certamente a intervenção sobre o Plano Tecnológico da Educação por José Luís Ramos do Centro de Investigação em Educação e Psicologia da Universidade de Évora.
Num momento em que as escolas já estão a ser equipadas com computadores, novas redes de comunicação de sinal de banda larga, projectores de vídeo e quadros interactivos, e ao mesmo tempo em que as escolas secundárias estão em ampla renovação de instalações (embora aqui o processo se vá desenrolar até 2015) ficam a faltar duas áreas do PTE: a formação e os conteúdos.
Ao mesmo tempo que se inicia a fase de formação, será igualmente iniciada a fase de criação e disponibilização de conteúdos. E é aqui que as bibliotecas têm de intervir e serão fundamentais ao sucesso desse pilar do PTE.

Os eixos tecnológicos
O eixo da tecnologia, é basicamente uma questão de verbas e um planeamento externo. Essencialmente vem colmatar uma carência de equipamentos e condições de trabalho, mas ao mesmo tempo elimina muitas das justificações para a inércia. É bom ver que com as intervenções das últimas semanas nas escolas a desculpa já não pode ser "o computador é lento" mas sim outras mais minuciosas como as tomadas de electricidade. Muitas escolas já têm os seus equipamentos outras recebem-nos até Julho. É uma grande revolução, mas é uma revolução de fora para dentro.

O eixo da formação está a arrancar. Mais uma vez é algo de fora para dentro, neste caso uma intervenção ao nível dos recursos humanos. Considero importante mas não determinante como muitos ainda querem fazer crer. Não se pode apenas dizer "preciso de formação" como se no fim de 25 ou 50 horas estivessem certificados como professores digitais. A formação tem igualmente de ser feita de dentro para fora, em auto formação. Já é tempo de se deixar de dizer" isso já não é para mim". A revolução tecnológica está aí, não é um brinquedo e é preciso utilizar. É certo que muitos professores e funcionários necessitam de formação em elementos específicos de utilização, mas não há formação que consiga dar a volta a anos de desinteresse pelas novas tecnologias. E isso é uma questão de atitude, um problema individual com consequências no grupo e na sociedade. Salva-se o facto de que muitos professores não precisam de formação, apenas da certificação dos seus conhecimentos (que também vem aí, no próximo ano, pelo PTE).

Resta agora o eixo dos conteúdos, o principal pilar deste modelo. Tudo pode funcionar, se este eixo não funcionar a tecnologia não será ligada à pedagogia e assim não se poderá falar de um plano tecnológico da educação, mas apenas de um plano tecnológico geral (que também existe!).
Quando falamos em conteúdos, falamos em disponibilização de informação, de materiais, de portefólio do aluno, de realização de tarefas com recurso a plataformas digitais.

Sendo que este eixo está mesmo nos seus inícios, foram apresentadas as ideias principais:
  • Colocar uma plataforma digital em cada escola, um sistema integrado a nível nacional onde constará o portefólio dos trabalhos realizados pelos alunos ao longo do seu percurso escolar.
  • Criação de um repositório no Portal das Escolas (lançado na semana passada).
  • Concursos e patrocínios regulares à produção de recursos digitais por empresas.
  • Concursos anual de produção de recursos digitais por parcerias de escolas.
  • Patrocínios à produção de recursos digitais existentes (renovação tecnológica de sites educativos já em funcionamento).
  • Avaliação e certificação de conteúdos digitais.
  • Subsídios a escolas para aquisição de recursos educativos digitais certificados (500 a 5000 euros).
  • Apoio equiparado ao software livre e proprietário (aqui sempre uma falha deste projecto em não investir completamente em software livre mesmo que comercial!).
Os detalhes técnicos ainda não foram revelados mas, pelo que se pode assistir pelos slides da conferência no fórum RBE, podem começar a dar uma olhadela ao MERLOT... não, não é o vinho, mas sim um site de disponibilização de conteúdos educativos!
O modo como o portal digital da escola se vai integrar com os LMS existentes nas escolas (basicamente o Moodle) e quais as implicações nos sites actuais das escolas (muitos usam um CMS, usualmente o Joomla) e as consequências sobre as bases de dados bibliográficas e gestão dos leitores em bibliotecas foram tudo questões não abordadas. Ficamos assim à espera de mais informações, sendo certo que terão um grande impacto na forma de produzir conteúdos digitais.

E este eixo do PTE é uma revolução de dentro para fora que levará a uma transformação no modo de actuar e de pensar.
Estará a escola à altura deste desafio?

Sites:
Para quem não gosta de siglas:

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Forum RBE: 13 anos, um momento no tempo

O Fórum RBE realizou-se no dia 26 de Junho e constituiu um momento alto na história da RBE. Na FIL em Lisboa estiveram presentes mais de 1300 coordenadores de bibliotecas, docentes e bibliotecários,
Mais que um encontro constituiu um momento de reflexão dos 13 anos da RBE e do trabalho realizado nas bibliotecas na criação de leitores.
Um momento no tempo, em que passam 13 anos do início do projecto da Rede de Bibliotecas Escolares, em que todas as escolas EB2,3 e Secundárias estão já integradas nessa Rede de processos e práticas, quando se atingem os 40 % nas escolas do 1º ciclo (basicamente as escolas com mais alunos), um momento no tempo em que se prepara um novo ciclo de 4 anos de trabalho docente, um momento no tempo em que se irá generalizar o sistema de auto avaliação de bibliotecas escolares e acima de tudo um momento marcado pela definição das funções de professor-bibliotecário nos próximos 4 anos. Um momento que merecia ser marcado e celebrado. 
Assim nasceu este fórum RBE, um encontro em que estiveram presentes diversas entidades ligadas à educação e à promoção da leitura, foram apresentadas comunicações sobre a escrita e leitura em nativos digitais, uma mesa redonda sobre bibliotecas escolares e uma apresentação do Plano Tecnológico ao nível dos conteúdos. Contou ainda com vários testemunhos em vídeo por individualidades da sociedade portuguesa.
Uma organização exemplar do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares, com intervenções de qualidade, muito bem recebido pelos participantes e que permitiu igualmente o reforçar de laços que durante o ano se vão estabelecendo à distância através dos contactos electrónicos pela Lista de distribuição da RBE.

Com a assinatura da Portaria que institui a função do professor bibliotecário é agora necessário garantir o papel das bibliotecas "no novo modelo organizacional das escolas, como estrutura  inovadora, funcionando  dentro e para fora da escola, capaz de acompanhar e impulsionar as mudanças nas práticas educativas, necessárias para proporcionar o acesso à informação e ao conhecimento e o seu uso, exigidos pelas sociedades actuais" (texto da Portaria do ME)
Foi assim um "adeus" aos coordenadores de bibliotecas, um olá aos professores-bibliotecários: sempre em rede sempre em trabalho pelos leitores.
Acima de tudo constituiu um momento para  reflexão sobre os desafios futuros na criação de leitores capazes de produzir conhecimento.

Mais detalhes:
Fotos do evento:
Artigos:

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O nosso cérebro é uma biblioteca


LIBRARY from singsfish - Our cerebrum is a library

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Professor bibliotecário: Portaria

A partir do ano lectivo de 2009-2010 a organização e gestão das bibliotecas escolares estará a cargo de professores bibliotecários a tempo inteiro que devem desenvolver estratégias e políticas que garantam a rentabilização de recursos e investimentos e a(s) coloquem ao serviço da escola, do processo formativo e das aprendizagens dos alunos.

Divulga-se o texto da portaria que aguarda publicação em Diário da República e que regula a designação de professores bibliotecários a partir do ano 2009-2010.
  • Portaria a aguardar publicação (PDF)
Artigo: http://www.rbe.min-edu.pt/np4/522.html

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A necessidade dos recursos humanos nas BE


Teresa Calçada, Coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares

Transcrição livre e parcial:

Um dos aspectos importantes, verdadeiramente importantes na construção das bibliotecas, é o modo de ensinar a usá-las. Porque não chega fazê-las. Fazer é o primeiro passo!

[...] Um ponto importante é pensar, como é que quem está, as governa, quem está lá dentro, quem as usa todos os dias, as governa para ensinar a utilizá-las? Esse é o papel dos professores, particularmente o papel daqueles que são os professores coordenadores da biblioteca. A eles cumpre ensinar os próprios que as usam a usá-las bem.
[...] Os miúdos e os jovens usam-nas [as bibliotecas], usam-nas com gosto com alegria, precisam delas, vão lá, têm um livro que é preciso, um livro para estudar, um livro para ler, um livro para levar nas férias, para fazer os trabalhos de casa para encontrar respostas para algumas curiosidades, da sua vida do seu dia a dia, mas saber isso, aprender a utilizar isso com eficácia e com eficiência exige que, na retaguarda, esteja alguém que também aprendeu, que se profissionalizou nessa tarefa, e esses são as peças essenciais numa biblioteca: professores, professores responsáveis coordenadores da biblioteca e também os funcionários.

[...] Uma biblioteca está ali para fazer leitores. Mas uma biblioteca também pode se não for bem governada, se nós não formos atentos aos possíveis leitores que temos na frente, ser um instrumento para matar leitores. E nós não queremos matar leitores, queremos fazer leitores!

[...] A biblioteca tem que ter estes professores, estes funcionários, esta equipa que têm capacidade para estimular gostos, atenções, formas de trabalho e fazer a ligação disso aos seus interesses mas também a ligação disso à sala de aula.
Hoje a sala de aula não é suficiente para responder a todas as necessidades que a escola tem. A biblioteca é um mais, um ‘plus’, nessa relação que a escola precisa com a informação. E essa relação deve ser conseguida na biblioteca com a sala de aula [...]. Deve ser uma relação da biblioteca com os professores e naturalmente dos professores com a biblioteca.

Cada miúdo pequeno é um leitor diferente dos outros, [...] eles são muito diferentes, eles gostam e têm interesses e assim que nós saibamos levá-los a encontrar os seus interesses e assim quase que por osmose a encontrar nos livros nas revistas, nos documentos, nas imagens, nas páginas a encontrar aquilo que é o que eles gostam e a estimular esse gosto, a passar de um grau mais baixinho para um grau mais elevado, mais exigente de informação e de formação, porque todos nós hoje sabemos praticamente ler e escrever mas podemos ter graus muito baixos de literacia, graus de alfabetização, seja no suporte tradicional seja nas novas tecnologias.

O que a biblioteca deve fazer, é fazer para cima, é exigir que o nosso nível como professores, como alunos seja mais exigente e que nós não nos limitemos qualquer que seja a tecnologia, não interessa se é o livro, se são as tecnologias ditas novas, interessa é que ler hoje é ler de uma maneira complicada e que nós passemos de graus pequeninos de ler, ler simples, de ler imagens muito fáceis para outros níveis de leitura, leituras complicadas, leituras em mais que um ecrã, leituras ao mesmo tempo em vários suportes, e é isso que a biblioteca ensina a fazer. Porque ninguém nasce leitor, os leitores fazem-se.

E a biblioteca é, porventura o lugar mais fantástico para fazer e para ensinar a ser leitor, leitor de todos os géneros, leitor de todos os suportes, leitor de todas as matérias, leitor em qualquer lugar do mundo!

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IV Encontro EDIBCIC 2009

IV Encontro Ibérico EDIBCIC 2009
Universidade de Coimbra, Portugal
18 a 20 Novembro 2009
www.eventos-iuc.com/ocs/index.php/edibcic2009/EDIBCIC/

A Ciência da Informação, enquanto área de docência e de investigação, tem sofrido, particularmente na última década, um processo de sedimentação e de consolidação no contexto ibérico como é amplamente demonstrado pelo crescimento dos programas de 1º ciclo e de pós-graduação e pela consolidação dos eventos científicos voltados para a discussão das perspectivas de pesquisa na área, espaços privilegiados de reflexão.
  • Abertura das Inscrições 2009-07-15

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II Conferência Bibliotecas para a Vida

 
II Conferência Internacional Bibliotecas para a Vida, sobre “Bibliotecas e Leitura”
18 a 21 Novembro 2009
Esta II Conferência é uma iniciativa conjunta do Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora e da Biblioteca Pública de Évora

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Profissionais em tempo de crise

Em tempo de crise...
Mais uma semana do Unshelved: www.unshelved.com/archive.aspx?strip=20090613

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Se os anos 60 tivessem Twitter

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Impossível pensar uma escola sem biblioteca

Depoimento da Coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares, Teresa Calçada, sobre os 13 anos de construção da Rede e a importância das bibliotecas escolares na sociedade da informação.

Faltam 13 dias para o Fórum RBE

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Taylor Swift, uma leitora

Podemos lutar contra os estereótipos mas eles existem. E como alguns nem são problemáticos aqui fica uma história em vídeo cheio deles!
Meninas, toca a ler e a estudar pois já sabem que no final a miúda popular vai perder!
Taylor Swift - You Belong With Me:

 Notas soltas:
PS: ser leitor não implica ter de utilizar óculos!

Site oficial da cantora que mais vendeu em 2008 nos EUA: www.taylorswift.com

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